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Papa em S. Marta: Igreja em pé, em caminho e atenta às inquietações

04-05-2017 |

Papa em S. Marta: Igreja em pé, em caminho e atenta às inquietações


A Igreja deve estar de pé e em caminho, escutando as preocupações da gente e sempre na alegria – é a exortação do Papa Francisco durante a homilia na Missa desta quinta-feira, na Casa Santa Marta. Na sua homilia, o Pontífice comentou três palavras extraídas da Primeira Leitura do capítulo 8º dos Actos dos Apóstolos, convidando os fiéis a relerem este trecho depois com calma em casa. A primeira expressão é “Prepara-te e vai”, dirigida por um Anjo a Filipe. “Este é um sinal da evangelização”, disse o Papa. De facto, a vocação e a grande consolação da Igreja é evangelizar:
“Mas para evangelizar, o Senhor diz “prepara-te e vai”. Não diz: “Fica sentado, tranquilo, em casa”: Não! A Igreja, para ser sempre fiel ao Senhor, deve estar em pé e em caminho: “Prepara-te e vai”. Uma Igreja que não se levanta, que não está em caminho, adoece”.
Uma Igreja parada, acrescentou o Papa, acaba fechada com tantos traumas psicológicos e espirituais, “fechada no pequeno mundo das fofocas, das coisas… fechada, sem horizontes”. “Prepara-te e vai, em pé e em caminho. Assim deve agir a Igreja na evangelização”, destacou.
“Aproxima-te desse carro e acompanha-o” é a exortação sucessiva que Filipe recebe do Espírito, e a segunda expressão evidenciada pelo Pontífice. No carro, havia um eunuco etíope, que foi a Jerusalém para adorar Deus e que, enquanto viajava, lia o profeta Isaías. Trata-se da “conversão de um ministro da economia” e, portanto, destacou o Papa, de “um grande milagre”. O Espírito exorta Filipe a se aproximar daquele homem, “não lhe diz para pregar”, afirmou Francisco, ressaltando a importância de uma Igreja que saiba ouvir a inquietação do coração de todo o homem:
“Todos os homens, todas as mulheres têm uma inquietação no coração, boa ou ruim, mas há uma inquietação. Ouça aquela inquietação. Não diz: “Vai e faça proselitismo”. Não, não! “Vai e ouve”. Ouvir é o segundo passo. O primeiro é “Prepara-te e vai”; o segundo, “ouve”. Aquela capacidade de escuta: o que as pessoas sentem, o que sente o coração dessa gente, o que pensam… Mas pensam coisas erradas? Mas eu quero ouvir essas coisas erradas, para entender bem onde está a inquietação. Todos temos uma inquietação dentro de nós. O segundo passo da Igreja é encontrar a inquietação das pessoas”.
Depois, é o próprio etíope que, vendo Filipe se aproximar, lhe pergunta de quem falava o Profeta Isaías e o convida a subir e sentar-se junto a ele. Então, “com mansidão” – destacou o Papa – Filipe começa “a pregar”. Assim, “a sua inquietação encontra uma explicação que enche de esperança o seu coração”. “Mas isso – prosseguiu Francisco – foi possível porque Filipe se aproximou e ouviu”.
Enquanto o etíope ouvia, o Senhor trabalhava dentro dele. Deste modo, o homem entende que a profecia de Isaías se referia a Jesus. A sua fé em Jesus então cresceu a tal ponto que, quando chegaram onde estava a água, pede para ser baptizado. “Foi ele quem pediu o Baptismo, porque o Espírito tinha trabalhado no coração”, notou o Papa, exortando a deixar o Espírito trabalhar no coração das pessoas. Depois do Baptismo, o Espírito, “que está sempre presente”, pega Filipe e o leva a outra parte, e o eunuco “cheio de alegria” prosseguiu o seu caminho.
A terceira palavra que o Papa destaca é, por fim, a alegria: “a alegria do cristão”. Francisco concluiu a homilia fazendo votos de que a Igreja esteja “em pé”, “mãe” que ouve e, “com a graça do Espírito Santo”, “encontra a Palavra a dizer”:
“A Igreja mãe que dá à luz a tantos filhos com este método digamos – usemos a palavra – este método que não é proselitista: é o método do testemunho à obediência. A Igreja, que hoje nos diz: “Alegra-te”. Alegrar-se, a alegria. A alegria de ser cristãos inclusive nos momentos mais duros, porque depois da lapidação de Estevão, teve início uma grande perseguição e os cristãos se espalharam por todos os lugares, como a semente que o vento leva. E foram eles que pregaram a Palavra de Jesus. Que o Senhor nos dê a graça a todos nós de viver a Igreja assim: em pé e em saída, em escuta das inquietações das pessoas e sempre em alegria”.
(from Vatican Radio)

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Papa: reforma dos media do Vaticano para comunicar a todos o Evangelho

04-05-2017 |

Papa: reforma dos media do Vaticano para comunicar a todos o Evangelho

O Papa Francisco recebeu na manhã desta quinta-feira (4/05) em audiência, cerca de 40 participantes da 1ª Plenária da Secretaria para a Comunicação, a decorrer em Roma para reflectir sobre o tema da cultura digital. No seu discurso, Francisco ressaltou a importância e actualidade do tema em debate na Plenária,  por ele várias vezes enfrentado: estudar critérios e modalidades novas para comunicar o evangelho da misericórdia a todas as pessoas, no coração das diversas culturas, através do media que o novo contexto cultural digital põe à disposição dos nossos contemporâneos.
Este Dicastério – sublinhou o Papa – apresenta-se em plena reforma porque é uma realidade nova que está já fazendo passos irreversíveis, na construção de uma verdadeira instituição nova, como descreve  o Motu proprio que o criou:
“O contexto comunicativo actual, caracterizado pela presença e desenvolvimento dos media digitais, pelos factores da convergência e interactividade, requer um repensamento  do sistema de informação da Santa Sé e empenha numa reorganização que, valorizando o que na história se tem desenvolvido no interior da estrutura comunicativa da Sé Apostólica, proceda de forma decisiva para uma integração e gestão unificada”.
Por estas razões – acrescentou o Papa – achei por bem que todas as realidades que, de diferentes maneiras, até agora se têm ocupado da comunicação, sejam reunidas num novo dicastério da Cúria Romana, a Secretaria para a Comunicação, para que o sistema de comunicação da Santa Sé responda cada vez melhor às exigências da missão da Igreja.
O novo sistema de comunicação – prosseguiu Francisco – nasce da exigência da ‘convergência digital’: enquanto no passado cada modalidade comunicativa tinha os próprios canais e cada forma expressiva tinha o seu médium, todas as formas de comunicação são, hoje, transmitidas com um único código que se serve do sistema digital, explicou o Papa:
“Neste contexto, portanto, o “L’Osservatore Romano”, que a partir do próximo ano passará a fazer parte do novo Dicastério, deverá encontrar uma modalidade nova e diferente, para poder chegar a um número de leitores superior ao que consegue realizar em formato papel. Também a Rádio Vaticano, que há anos se tornou um conjunto de portais, deve ser reconsiderada segundo modelos novos e adequados às modernas tecnologias e as exigências dos nossos contemporâneos”.
E a propósito do serviço radiofónico, o Papa quis sublinhar o esforço que o Dicastério está a realizar em relação aos Países com baixa disponibilidade tecnológica (como, por exemplo, a África, disse o Papa) para a racionalização das Ondas Curtas que nunca foram retiradas.
E também a Livraria Editora Vaticana, a antiga Tipografia Poliglota do Vaticano e o “L’Osservatore Romano” passarão a fazer parte, daqui a alguns meses, da grande comunidade de trabalho do novo dicastério.
A história, certamente um património de experiências preciosas para conservar, se deve usar como impulso para o futuro, de contrário, disse o Papa, ela não passaria de um museu para visitar, mas incapaz de dar força e coragem para a continuação do caminho. E neste sentido Francisco falou da importância da formação e actualização do pessoal.
E o Papa indicou também o princípio que deve guiar as comissões de estudo do novo Dicastério:
“Peço-vos também que o princípio orientador seja aquele apostólico, missionário, com uma atenção especial às situações de mal estar, pobreza e dificuldades, sabendo que também estas situações precisam de ser enfrentadas, hoje, com soluções apropriadas. Assim será possível levar o Evangelho a todos, valorizar os recursos humanos, sem tomar o lugar da comunicação das Igrejas locais e, ao mesmo tempo, apoiando as comunidades eclesiais que mais necessitam”.
A terminar o papa convidou aos presentes a não se deixarem vencer pela tentação do apego a um passado glorioso, mas fazer pelo contrário um grande jogo de equipa para melhor responder aos novos desafios que a cultura nos pede hoje, sem medos e sem imaginar cenários apocalípticos.
Exorto-vos a dar testemunho de colaboração e partilha fraterna, enquanto invoco sobre todos vós a bênção do Senhor, por intercessão de Maria Santíssima, Mãe da Igreja que, com a sua ternura, sempre cuida de nós – concluiu o Papa.
(from Vatican Radio)

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Igreja terá cinco novos beatos. Entre os veneráveis o Cardeal Van Thuân

04-05-2017 |

Igreja terá cinco novos beatos. Entre os veneráveis o Cardeal Van Thuân


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (04/05), o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, ao qual autorizou a promulgação de  decretos relativos a quatro milagres, um martírio e as virtudes heroicas de sete Servos de Deus, dentre os quais o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyên Van Thuân.
Milagres
Com o reconhecimento dos quatro milagres serão beatificados os seguintes veneráveis: 
Francesco Solano Casey, sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, nascido em 25 novembro de 1870 e morto em 31 de julho de 1957;
Maria da Conceição, no século Adelaide de Batz de Trenquelléon, fundadora das Filhas de Maria Imaculada, nascida em 10 de junho de 1789 e morta em 10 de janeiro de 1828;
Chiara Fey, fundadora do Instituto das Servas do Pobre Menino Jesus, nascida em 11 de abril de 1815 e morta em 8 de maio de 1894;
e Caterina de Maria, no século Giuseppa Saturnina Rodríguez, fundadora da Congregação das Servas do Sacratíssimo Coração de Jesus, nascida em 27 de novembro 1823 e morta em 5 de abril de 1896.
Martírio 
Também será beatificado o Servo de Deus Luciano Botovasoa, leigo e pai de família, da Terceira Ordem de São Francisco, morto por ódio à fé em Vohipeno, Madagascar, em 17 de abril de 1947, para salvar os habitantes de sua aldeia durante uma insurreição. 
Virtudes heroicas
Entre os novos veneráveis Servos de Deus, aos quais foram reconhecidas as virtudes heroicas, estão: 
Elia dalla Costa, Cardeal da Santa Romana Igreja, Arcebispo de Florença, nascido em 14 de maio de 1872 e morto em 22 de dezembro de 1961;
Francisco Xavier Nguyên Van Thuân, Cardeal da Santa Romana Igreja, nascido em 17 de abril de 1928 e morto em 16 de setembro de 2002. Van Thuân foi criado cardeal por São João Paulo II, depois de transcorrer vários anos nas prisões do Vietnã. 
Giovanna Meneghini, fundadora da Congregação das Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Maria, nascida em 23 de maio de 1868 e morta em 2 março de 1918;
Vincenza Cusmano, primeira superiora geral da Congregação das Pobres Servas, nascida em 6 de janeiro de 1826 e morta em 2 de fevereiro de 1894;
Alessandro Nottegar, leigo, pai de família, fundador da Comunidade Regina Pacis; nascido em 30 de outubro de 1943 e morto em 19 de setembro de 1986;
Edvige Carboni, leiga, nascida em 2 de maio de 1880 e morta em 17 de fevereiro de 1952;
e Maria Guadalupe Ortiz de Landázuri y Fernández de Heredia, leiga, da Prelazia da Santa Cruz e Opus Dei; nascida em 12 de dezembro de 1916 e morta em 16 de julho de 1975.
(MJ)
(from Vatican Radio)

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O Papa explica a lógica da reforma do sistema informativo da Santa Sé – Para comunicar a todos o evangelho da misericórdia

04-05-2017 |

O Papa explica a lógica da reforma do sistema informativo da Santa Sé – Para comunicar a todos o evangelho da misericórdia
Somente «prestando uma atenção especial às situações de apreensão,
de pobreza e de dificuldade» é «possível anunciar o Evangelho a todos». É esta
a lógica da reforma do sistema informativo da Santa Sé, desejada pelo Papa, que
a explicou recebendo na manhã de 4 de maio os participantes na primeira
plenária da Secretaria para a comunicação. O dicastério «que completará dois
anos no próximo dia 27 de junho — observou Francisco — está em plena reforma».
Mas, advertiu, «não devemos ter medo desta palavra. Reforma não quer dizer
“caiar” um pouco as coisas: reforma significa dar outra forma às coisas». E,
prosseguiu, «é preciso realizá-la com inteligência e mansidão, mas também com
um pouco de “violência”, mas boa, violência boa».A tal propósito, o Pontífice frisou que a reforma dos meios de
comunicação do Vaticano «já está a dar passos irreversíveis». De resto, «não se
trata de uma coordenação, nem de uma fusão de Dicastérios precedentes, mas de
construir uma verdadeira instituição ex novo», que tem como objetivo a
realização de um «novo sistema comunicativo» no contexto da chamada
“convergência digital”. Com efeito, esclareceu o Papa, se «no passado cada
modalidade comunicativa tinha os seus próprios canais» e «cada forma expressiva
dispunha do seu próprio medium: as palavras escritas, o jornal ou os
livros; as imagens, as fotografias e as em movimento, o cinema e a televisão;
as palavras proferidas e a música, a rádio e os CDs», hoje «todas estas formas
de comunicação são transmitidas com um único código». Por isso, pediu ao
pessoal envolvido uma plena «disponibilidade a harmonizar-se com um novo
projeto produtivo e distributivo. O trabalho é grande; o desafio é grande, ma
pode-se, deve-se fazê-lo», concluiu Francisco.Discurso do Papa

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Plenária da Secretaria para Comunicação: Papa, atenção às situações de pobreza

04-05-2017 |

Plenária da Secretaria para Comunicação: Papa, atenção às situações de pobreza


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu, nesta quinta-feira (04/05), na Sala do Consistório, no Vaticano, quarenta participantes da primeira Plenária da Secretaria para a Comunicação. 

Este organismo vaticano está “comprometido em aprofundar o conhecimento recíproco e examinar os passos até agora realizados pelo dicastério que eu quis para renovar o sistema de comunicação da Santa Sé, além de refletir sobre um tema atual e sugestivo como o da cultura digital”. 
Francisco ressaltou que a plenária tem como objetivo “estudar critérios e modalidades novas para comunicar o Evangelho da misericórdia a todas as pessoas, no coração das várias culturas, através dos meios de comunicação que o novo contexto cultural digital coloca à disposição”.  
Plena reforma
“Este dicastério, que completará dois anos em 27 de junho próximo, se encontra em plena reforma, a partir do momento que é uma realidade nova que está fazendo passos irreversíveis. Neste caso, não se trata de uma coordenação ou fusão de dicastérios precedentes, mas de construir uma verdadeira e própria instituição a partir do zero, como escrevi no Motu proprio de sua fundação: 
«O atual contexto comunicativo, caracterizado pela presença e pelo desenvolvimento dos meios de comunicação digitais, pelos fatores de convergência e interatividade, exige uma revisão do sistema informativo da Santa Sé, comprometendo-a numa reorganização que, valorizando aquilo que ao longo da história se desenvolveu no interior da estrutura da comunicação da Sé Apostólica, proceda decididamente rumo a uma integração e gestão unitária. Por estes motivos, determinei que todas as realidades que, de vários modos, até hoje se ocuparam da comunicação, sejam reunidas num novo Dicastério da Cúria Romana, que será denominado Secretaria para a Comunicação. Desta forma, o sistema comunicativo da Santa Sé responderá cada vez melhor às exigências da missão da Igreja.»
Convergência digital
O Papa disse ainda que “este novo sistema de comunicação nasce da exigência de convergência digital. No passado, toda modalidade de comunicação tinha seus próprios canais. Toda forma expressiva tinha seu próprio meio: palavras escritas, jornal e livros, imagens, fotografias, cinema e televisão, palavras proferidas, música, rádio e CDs. Todas essas formas de comunicação hoje são transmitidas com um único código do sistema binário. 
“Neste quadro, o “L’Osservatore Romano”, que do próximo ano irá fazer parte do novo dicastério, deverá encontrar uma modalidade nova e diferente para alcançar um número de leitores superior ao que consegue realizar no formato de papel. A Rádio Vaticano, que há anos se tornou um conjunto de portais, deve ser repensada segundo novos modelos e se adequar às modernas tecnologias e necessidades de nosso tempo. A propósito do serviço radiofônico, desejo sublinhar o esforço que o Dicastério está fazendo em relação aos países de baixa disponibilidade tecnológica, penso por exemplo na África, para a racionalização das ondas curtas que nunca foram cortadas. Daqui a alguns meses a Livraria Editora Vaticana, antiga Tipografia Poliglota Vaticana, e também o “L’Osservatore Romano” farão parte da grande comunidade de trabalho do novo Dicastério. Isso requer a disponibilidade de se harmonizar com o novo design de produção e distribuição.”
Critério
O Papa concluiu seu discurso, afirmando que “a história é, sem dúvida, um patrimônio de experiências preciosas que deve ser  conservada e usada como impulso para o futuro. Diferentemente, se reduziria a um museu, interessante e bonito de visitar, mas incapaz de dar força e coragem ao prosseguimento do caminho. Neste horizonte de construção de um novo sistema de comunicação, se insere a formação e atualização dos funcionários”. 
“Com a contribuição de cada um será possível levar a termo esta reforma”, disse Francisco.  Segundo o Papa, o critério que guia esta reforma “é apostólico e missionário, com uma atenção especial às situações de pobreza e dificuldade, na consciência de que também elas hoje devem ser enfrentadas com soluções adequadas”. “Assim, é possível levar o Evangelho a todos, valorizar os recursos humanos, sem substituir a comunicação das Igrejas locais, e ao mesmo tempo, ajudar as comunidades eclesiais que mais precisam”, concluiu. 
(MJ)
 
(from Vatican Radio)

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Vaticano e Mianmar estabelecem relações diplomáticas

04-05-2017 |

Vaticano e Mianmar estabelecem relações diplomáticas


Cidade do Vaticano (RV) O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (04/05), no Vaticano, a conselheira de Estado e ministro das Relações Exteriores de Mianmar, Aung San Suu Kyi. 
Num comunicado, a Sala de Imprensa da Santa Sé informa que “a Santa Sé e a República da União de Mianmar, desejosas de promover ligações de amizade recíproca, decidiram, de comum acordo, estabelecer relações diplomáticas no âmbito de Nunciatura Apostólica da parte da Santa Sé e de Embaixada da parte da República da União de Mianmar”.
Aung San Suu Kyi foi uma das mais importantes lideranças para a volta da democracia em seu país, recebendo o Prêmio Nobel da Paz de 1991.
Este foi o segundo encontro entre a ativista e o Papa Francisco. O primeiro realizou-se em outubro de 2013.
(MJ)
(from Vatican Radio)

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Papa: Igreja deve estar em pé, em caminho e em escuta

04-05-2017 |

Papa: Igreja deve estar em pé, em caminho e em escuta


Cidade do Vaticano (RV) – Antes de iniciar sua série de audiências esta quinta-feira (04/05), o Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta.

Em sua homilia, o Pontífice comentou três palavras extraídas da Primeira Leitura do capítulo 8º dos Atos dos Apóstolos, convidando os fiéis a relerem este trecho depois com calma em casa. A primeira expressão é “Prepara-te e vai”, dirigida por um Anjo a Filipe. “Este é um sinal da evangelização”, disse o Papa. De fato, a vocação e a grande consolação da Igreja é evangelizar:
“Mas para evangelizar, “prepara-te e vai”. Não diz: “Fique sentado, tranquilo, em casa”: não! A Igreja, para ser sempre fiel ao Senhor, deve estar em pé e em caminho: “Prepara-te e vai”. Uma Igreja que não se levanta, que não está em caminho, adoece”.
Uma Igreja parada, acrescentou o Papa, acaba fechada com tantos traumas psicológicos e espirituais, “fechada no pequeno mundo das fofocas, das coisas… fechada, sem horizontes”. “Prepara-te e vai, em pé e em caminho. Assim deve agir a Igreja na evangelização”, destacou.
“Aproxima-te desse carro e acompanha-o” é a exortação sucessiva que Filipe recebe do Espírito, e a segunda expressão evidenciada pelo Pontífice. No carro, havia um eunuco etíope, que foi a Jerusalém para adorar Deus e que, enquanto viajava, lia o profeta Isaías. Trata-se da “conversão de um ministro da economia” e, portanto, destacou o Papa, de “um grande milagre”. O Espírito exorta Filipe a se aproximar daquele homem, “não lhe diz para pregar”, afirmou Francisco, ressaltando a importância de uma Igreja que saiba ouvir a inquietação do coração de todo o homem:
“Todos os homens, todas as mulheres têm uma inquietação no coração, boa ou ruim, mas há uma inquietação. Ouça aquela inquietação. Não diz: “Vai e faça proselitismo”. Não, não! “Vai e ouve”. Ouvir é o segundo passo. O primeiro é “Prepara-te e vai”; o segundo, “ouve”. Aquela capacidade de escuta: o que as pessoas sentem, o que sente o coração dessa gente, o que pensam… Mas pensam coisas erradas? Mas eu quero ouvir essas coisas erradas, para entender bem onde está a inquietação. Todos temos uma inquietação dentro de nós. O segundo passo da Igreja é encontrar a inquietação das pessoas”.
Depois, é o próprio etíope que, vendo Filipe se aproximar, lhe pergunta de quem falava o Profeta Isaías e o convida a subir e sentar-se junto a ele. Então, “com mansidão” – destacou o Papa – Filipe começa “a pregar”. Assim, “a sua inquietação encontra uma explicação que enche de esperança o seu coração”. “Mas isso – prosseguiu Francisco – foi possível porque Filipe se aproximou e ouviu”.
Enquanto o etíope ouvia, o Senhor trabalhava dentro dele. Deste modo, o homem entende que a profecia de Isaías se referia a Jesus. A sua fé em Jesus então cresceu a tal ponto que, quando chegaram onde estava a água, pede para ser batizado. “Foi ele quem pediu o Batismo, porque o Espírito tinha trabalhado no coração”, notou o Papa, exortando a deixar o Espírito trabalhar no coração das pessoas. Depois do Batismo, o Espírito, “que está sempre presente”, pega Filipe e o leva a outra parte, e o eunuco “cheio de alegria” prosseguiu o seu caminho.
A terceira palavra que o Papa destaca é, por fim, a alegria: “a alegria do cristão”. Francisco concluiu a homilia fazendo votos de que a Igreja esteja “em pé”, “mãe” que ouve e, “com a graça do Espírito Santo”, “encontra a Palavra a dizer”:
“A Igreja mãe que dá à luz a tantos filhos com este método digamos – usemos a palavra – este método que não é proselitista: é o método do testemunho à obediência. A Igreja, que hoje nos diz: “Alegra-te”. Alegrar-se, a alegria. A alegria de ser cristãos inclusive nos momentos mais duros, porque depois da lapidação de Estevão, teve início uma grande perseguição e os cristãos se espalharam por todos os lugares, como a semente que o vento leva. E foram eles que pregaram a Palavra de Jesus. Que o Senhor nos dê a graça a todos nós de viver a Igreja assim: em pé e em saída, em escuta das inquietações das pessoas e sempre em alegria”.
(from Vatican Radio)

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Aparecida: aprovado documento final. Igreja, casa da iniciação cristã

04-05-2017 |

Aparecida: aprovado documento final. Igreja, casa da iniciação cristã


Aparecida (RV) – Penúltimo dia da 55ª Assembleia Geral da CNBB, no Santuário Nacional de Aparecida (SP). O dia começou com a Santa Missa no Santuário, presidida por Dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre.

Tivemos ontem a votação e aprovação do texto do documento final do tema central da Assembleia sobre a iniciação à vida cristã. O texto, cuja elaboração ficou a cargo de uma comissão montada especialmente para sua elaboração recebeu acréscimos durante os trabalhos da Assembleia Geral. Agora com a aprovação pelos bispos, o texto será assumido como um documento oficial da CNBB.
O texto do tema central de profunda qualidade, busca corresponder aos desafios pastorais identificados pela missão da Igreja e acima de tudo procura por em pratica as diretrizes gerais da Ação evangelizadora que convoca a ser Igreja: casa da iniciação cristã.
Em conversas com os jornalistas em Aparecida o Bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), Dom Leomar Brustolin destacou a preocupação do episcopado com o tema da iniciação à vida cristã. Ele falou de algumas preocupações, por exemplo, como a questão da transmissão da fé às novas gerações e a grande preocupação da Igreja em formar não só adeptos, mas discípulos. “É preciso avaliar e dizer quais caminhos retomar”, disse.
Por isso, a missão dos bispos é traduzir toda a linguagem que for técnica de forma acessível e concreta para a pastoral, por isso o texto constatou que muitas paróquias do Brasil já conhecem a iniciação da vida cristã, mas também o fato de que muitas ainda não chegaram neste ponto, e por isso, o mesmo visa uma retomada dessa caminhada.
É um conciso dirigido a um público que seria os catequistas em primeiro lugar, com linguagem acessível, direta e com mudança de prática. Uma renovação paroquial, não é uma reforma de catequese, mas uma conversão pastoral de toda comunidade para acolher, inserir, e comprometer os novos cristãos.
Sobre o documento nós conversamos com Dom Vital Corbellini, Bispo de Marabá, PA….
Conversanos ainda com Dom Jacinto Inacio Flach, Bispo de Criciuma, SC…
Já o Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Antônio Fernando Saburido, recebeu com alegria a notícia de que Recife sediará o XVIII Congresso Eucarístico Nacional (CEN), de 12 a 15 de novembro de 2018. “Vamos trabalhar para fazer um belo Congresso e ajudar aquela comunidade a cada vez mais se comprometer com o Cristo Eucarístico”, prometeu.
Dom Saburido contou que a realização do Congresso será algo muito bom para a arquidiocese de Olinda e Recife e para todo o regional Nordeste 2 da CNBB: “os bispos todos estão assumindo conosco este desafio”.
Está é a segunda vez que Recife irá sediar um CEN. A primeira foi em 1939, quando foi promovido o sétimo Congresso.
Outra informação da Assembleia Geral: as Comunidades Eclesiais de Base (Cebs) de todo o Brasil se reúnem em Londrina (PR), de 23 a 28 de janeiro do próximo ano, para o 14º Intereclesial das Cebs. Com o tema “Cebs e os Desafios do Mundo Urbano” e o lema “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los”, a iniciativa ganhou destaque durante o encontro em Aparecida.
Segundo o Arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, em 2018, o Brasil voltará seus olhos para a cidade de Londrina (PR) como sede do Intereclesial. Para ele, as Comunidades Eclesiais de Base ajudarão a todos a crescerem no profetismo e na dimensão social do Evangelho e da fé: “Para nós sediar este tão grande evento é uma dádiva (…). Certamente o 14º Intereclesial muito contribuirá para que a nova evangelização aconteça e cresça cada vez mais nas estruturas do mundo urbano”.
De Aparecida, SP, para a Rádio Vaticano, Silvonei José
 
(from Vatican Radio)

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Papa Francisco ordenará dez sacerdotes no próximo domingo

03-05-2017 |

Papa Francisco ordenará dez sacerdotes no próximo domingo


Cidade do Vaticano (RV) –  No próximo domingo, 7 de maio, o Papa Francisco presidirá na Basílica de São Pedro a Missa de ordenação presbiteral de dez diáconos, sendo seis formados no Pontifício Seminário Romano Maior e no Colégio Diocesano Missionário de Roma “Redemptoris Mater”. 

Como por tradição, a celebração terá lugar no IV Domingo da Páscoa, conhecido também como do “Bom Pastor”, dia em que a Igreja celebra o 54º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. A Rádio Vaticano transmitirá a Missa, como comentários em português, a partir das 4h15min, horário de Brasília.
Concelebrarão o Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, que na sexta-feira, 5 de maio, às 20h30min (hora local), presidirá na Basílica de São João de Latrão a Vigília diocesana pelas vocações.
Dos diáconos da Diocese de Roma que serão ordenados pelo Santo Padre, quatro são provenientes do Pontifício Seminário Romano Maior: Andreas Biancucci, romano de 28 anos; Dario Loi, bolonhês de 26 anos, o mais jovem de todos; Mattia Pica e Gabriele Vecchione, ambos romanos, respectivamente com 27 e 29 anos.
Já Rolando Francesco Rizzuto, de 28 anos, nascido em Cosenza e Alfonso Torres Elias, de 38 anos, nascido na Cidade do México, estudaram no Colégio diocesano “Redemptoris Mater”.
Outros quatro diáconos foram acrescentados ao grupo: Andrea Bonfanti, 38 anos, da Província de Lecco, que formou-se na Congregação dos Irmãos de Nossa Senhora da Misericórdia; Octavio Angel Jímenez Bello,  de 34 anos, da Família dos Discípulos, nascido em Flor de Cantu, Peru; David Behbud Mustafayev, de 35 anos, da Prefeitura Apostólica do Azerbaijão e Aniello Nappo, de 28 anos, da Diocese de Nocera Inferiore-Sarno.
Durante a Vigília em preparação à ordenação, na sexta-feira, estão previstos os testemunhos de dois diáconos que serão ordenados pela Diocese de Roma e a catequese do Padre Fabio Rosini, Diretor do Serviço Diocesano para as vocações. (JE)
(from Vatican Radio)

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Assembleia CNBB: no centro dos debates, o "Ministério da Palavra"

03-05-2017 |

Assembleia CNBB: no centro dos debates, o “Ministério da Palavra”


Aparecida (RV) – Neste oitavo dia da 55ª Assembleia Geral da CNBB, no Santuário Nacional de Aparecida (SP), os trabalhos tiveram início, como já é habitual, com a Santa Missa. Nesta quarta a celebração foi presidida pelo Arcebispo de Uberaba (MG) e Presidente do Regional Leste 2, Dom Paulo Mendes Peixoto. A celebração acolheu, os arcebispos, bispos e sacerdotes dos 18 regionais da CNBB, em especial, os do regional Leste 2, que compreende os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

O arcebispo na sua homilia refletiu sobre os desafios pastorais enfrentados pelos regionais, cada um com suas especificidades, dificuldades e facilidades. Ele recordou, também, as palavras do Evangelho desta quarta-feira que proclama que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Verdade essa que precisa ser muito proclamada no Brasil, onde a inverdade às vezes domina, disse o arcebispo.
Ainda, meditando o Evangelho de São João, Dom Paulo destacou a fidelidade e a postura dos apóstolos.
“A cultura do descartável, a desconfiança generalizada no país, os desvios públicos, o domínio do capitalismo selvagem, o número tão alto de desempregados e a concentração do poder. Nada disso pode nos desanimar. Nós temos a força de Deus. Nós temos a presença do Espírito de Deus que nos dá força e nos dá coragem. Hoje temos o exemplo de fidelidade de São Filipe e São Tiago menor”, ressaltou.
Durante a homilia, Dom Paulo falou do tema central da assembleia, Iniciação à Vida Cristã.
“Estamos construindo, agora, o caminho de iniciação à vida cristã. Sabemos que não é fácil porque mexe com estruturas muito enraizadas. Além disso, nós temos medo do novo. Talvez temos de enfrentar o novo, assumir o novo com coragem, porque ele exige mudança de postura, saída do conforto e da mesmice e a igreja precisa passar por esse caminho”.
Já os trabalhos continuaram com uma sessão privativa no subsolo do Santuário Nacional. Hoje estão previstas as votações sobre diversos temas discutidos nestes dias, especialmente sobre a iniciação à vida cristã.
Entre os temas refletidos neste dias está o do Ministério da Palavra. Para que a Palavra chegue a todas as comunidades com competência e eficácia os bispos estão discutindo e será apresentado um documento sobre o tema. Na história da Igreja no Brasil não é uma novidade leigos e leigas no exercício da Palavra, mas o documento é um relançar e investir sempre mais para que esta Palavra alcance sempre mais os filhos e filhas da Igreja.
Atualmente, cerca de 70% das comunidades da Igreja do Brasil não tem o ministro ordenado para presidir a Eucaristia. O desejo do episcopado brasileiro é preparar os leigos para assumirem mais os ministérios e fecundar as comunidades cristãs.
Sobre esse assunto nós conversamos com o Arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa…
Ainda ontem, terça-feira tivemos no final do dia a celebração ecumênica das Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic). Estiveram presentes representantes das Igrejas Católica Apostólica Romana, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Síria Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida.
Na celebração, o Bispo referencial para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, Dom Francisco Biasin convidou o bispo primaz da Igreja Anglicana no Brasil, Francisco de Assis Silva, para proferir as reflexões.
Ele recordou momentos históricos da Reforma Protestante e da Reforma Luterana, classificou momentos cruciais na história para o desenvolvimento do diálogo entre as religiões, além de pontuar traços importantes naquilo que une às Igrejas Cristãs.
De Aparecida, SP, para a Rádio Vaticano, Silvonei José
(from Vatican Radio)

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