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Morte, caminho de todos

02-11-2016 | Por Pe. Lely Oliveira

Finados

Finados

Disse Jesus: “Eu sou a ressurreição. Quem acredita em mim, ainda que morra, viverá. E todo aquele que vive e acredita em mim, não morrerá para sempre” (Jo 11,25).

Prezados irmãos e irmãs, a Igreja hoje nos convida a rezar por nossos entes queridos, por todas as pessoas que já partiram desta vida, todos os nossos irmãos falecidos. Com os olhos da fé somos convidados a nos fortalecer em Jesus Cristo Nosso Senhor e contemplar a beleza da nossa vida.
Hoje queremos recordar das muitas pessoas que passaram por nossas vidas que já não se fazem presentes; amigos, familiares e tantas outras. Nós recordamos com dor de tristeza, mas também com tom de alegria, pois sabemos que, pela nossa fé estas pessoas se encontram acolhidas nos braços do nosso Deus Pai e criador. A vida que está em nós não nos pertence, mas pertence a Deus; Ele é o autor de toda criação, nele somos e nos tornamos vivos eternamente.

A morte é uma presença incômoda e trágica que deixa dor e um vazio enorme na vida daqueles que ficam. Com a morte finda a peregrinação terrestre, momento de fecharmos os olhos para esse mundo e abrirmos para a vida eterna em Deus. A morte assim como a vida é um mistério, morrer é parte integrante da vida, é natural. A vida é fugaz, muito breve, devemos vivê-la com intensidade.“O homem dura como a erva, floresce como flor campestre: roça-lhe um vento, e já não existe, seu lugar não volta a vê-la” (Sl 103,15-16). “O homem é semelhante a um sopro, seus dias, qual sombra que passa”(Sl 144,4).

Jesus, por sua vez, passou pelo crivo da morte nos deu vida pela sua ressurreição. Hoje morrem milhares de pessoas em circunstâncias diversas. É muito triste quando sabemos que pessoas procuraram a morte, em vez de viver a vida. Todos os dias deparamos com situações de morte que nos desconforta, nos machuca e nos deixa em pânico. Para quem espera e tem fé em Deus mesmo com a dor da perda consegue superar. O que importa para nós é a vida, para que sermos indiferentes com as pessoas se o nosso fim último é a morte? Não somos os donos da vida, e nem devemos querer segurá-la; mas temos que enfrentar cientes e conscientes de que ela virá, seja hoje ou amanhã, pode tardar, mas ninguém está livre da morte. É por isso que devemos nos preparar a nossa vida para morrermos em paz no Senhor. Quem não prepara a sua vida, até mesmo para morrer, sofrerá a dor. Sofremos com os nossos pecados, e estes nos leva à morte. Deus é um Deus da vida que tem misericórdia e nos liberta; a morte não é mais forte do que o amor e a misericórdia de Deus, enquanto somos seres humanos frágeis, Deus é forte o suficiente para transformar a nossa vida cadente que finda no crepúsculo da morte.

A liturgia de hoje nos lembra que em Cristo seremos salvos, libertos do fascínio da morte. Cristo é a nossa esperança aquele que nos consola e nos dá vida plena isso podemos perceber no livro de Jó; Jó confiante em Deus tem esperança de receber a vida e contemplar com seus olhos o rosto do Pai misericordioso.

A carta endereçada à comunidade dos romanos quer nos motivar para a esperança em Deus; esperança que não decepciona, pois o seu amor foi derramado em nossos corações por meio do Espírito Santo que nos foi dado. Paulo diz que quando éramos fracos, ou seja, pecadores Cristo morreu pelos ímpios. A prova de que Deus nos ama infinitamente; amor verdadeiro incondicional. Cristo morreu e agora fomos justificados pelo seu sangue. Sua ressurreição é o motivo de acreditarmos na bendita esperança da vida plena.

O desejo de Deus é que creiamos em Jesus e nele tenhamos a vida eterna. Todos nós fomos confiados a Cristo para dele recebermos a vida. Jesus diz que a vontade do Pai que lhe enviou é que Ele não perca nenhum, que estes ressuscitem no último dia. Jesus é o nosso caminho que nos leva até Deus. Ele é o caminho que nos direciona para a vida em Deus. Ele nos acolhe com misericórdia e amor e não nos afasta, pois desceu do céu não para fazer a sua vontade, e sim a do Pai.

Irmãos e irmãs, rezamos pelos falecidos e confiamos em Deus com o coração cheio de esperança para alcançarmos a vida eterna.
Motivados pela Palavra de Deus, peçamos que a luz do alto ilumine os nossos corações feridos e dolorosos pela ausência dos que partiram dessa vida, recordamos com saudade e lembrança; que Deus conforte a dor da ausência.

Nossa vida não é tirada, mas transformada. Pela morte nós contemplamos a Deus entramos em comunhão plena. O luto cristão para quem aceitou Deus e confiou plenamente a morte não é um caminhar para o nada, mas para o aconchego dos braços de Deus; nós cristãos recordamos os defuntos como “pobres mortos”, mas como aqueles que vivem na presença de Deus e que nos esperam no céu. É natural que no luto sintamos tristes, desolados, muitas vezes sem esperança; sabemos que “perder alguém” que amamos não é nada fácil.

Pequena história para refletir:

Um monge foi visitado pelo anjo da morte, avisando-o que sua morte tinha chegado. Mas ele argumentou com o anjo: Tem que ser agora? Estou cuidando da horta da comunidade. Se eu for embora, o que os irmãos vão comer? O mensageiro resolveu deixar a missão para outra hora. Dias depois voltou, enquanto o monge cuidava das crianças da comunidade. Houve outra negociação, e o anjo adiou a morte do monge para outro momento. Voltou pela terceira vez, um mês depois, e encontrou-o tratando carinhosamente de um doente grave. Dessa vez, nem se falaram. O monge somente fez um gesto, mostrando a situação, e o anjo foi embora. Anos se passaram. Continuou o servo de Deus os seus trabalhos. Tornou-se velho e fraco e começou a desejar a morte. Que alívio! Pensei que estava zangado com meus pedidos de adiamento, e que não me levaria mais para a vida eterna, junto de Deus. O anjo sorriu e explicou: Eu só vou completar o finalzinho do seu trajeto. Você já estava entrando na vida eterna quando servia seus irmãos.

“Pois vou preparar-vos um lugar, e quando eu me for e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14,2-5).

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Alicerces para a reconstrução da vida cristã – Homilia Papa em Gyumri

25-06-2016 | Da Rádio Vaticana

Papa Francisco - Missa na Praça Vartanàns em Gyumri - AFP

Papa Francisco – Missa na Praça Vartanàns em Gyumri – AFP

«Levantarão os antigos escombros, restaurarão as cidades destruídas» (Is 61, 4). Nestes lugares, amados irmãos e irmãs, podemos dizer que se realizaram as palavras do profeta Isaías, que ouvimos. Depois das devastações terríveis do terremoto, estamos aqui hoje para dar graças a Deus por tudo o que foi reconstruído.

Mas poderíamos também questionar-nos: Que nos convida o Senhor a construir hoje na vida? E sobretudo: Sobre que alicerce nos chama a construir a nossa vida? Procurando responder a esta pergunta, gostaria de propor-vos três alicerces estáveis sobre os quais podemos, incansavelmente, edificar e reedificar a vida cristã.  Leia mais »

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Papa, Mensagem para o Dia Mundial das Missões: testemunhas de misericórdia

16-05-2016 | Da Rádio Vaticana

Testemunhas de misericórdia - AFP

Testemunhas de misericórdia – AFP

“Igreja missionária, testemunha de misericórdia” é o título da mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões, a ser celebrado no terceiro domingo de outubro. No Regina Coeli deste Domingo de Pentecostes o Papa Francisco falou sobre a mensagem aos presentes:

“Hoje, no contexto muito apropriado de Pentecostes, é publicada a minha mensagem para o próximo Dia Mundial das Missões, celebrado cada ano no mês de outubro. Que o Espírito Santo dê força a todos os missionários ad gentes e apoie a missão da Igreja no mundo inteiro. E que o Espírito Santo nos dê jovens – meninas e rapazes – fortes, que tenham vontade de anunciar o Evangelho. Peçamos isto hoje ao Espírito Santo”.

Eis na íntegra o texto da Mensagem:  Leia mais »

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Editorial: Comunicar com misericórdia

08-05-2016 | Da Rádio Vaticana

Papa com uma ovelha nos ombros - RV

Papa com uma ovelha nos ombros – RV

Cidade do Vaticano (RV) – “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”: este é o tema escolhido pelo Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais comemoramos neste domingo, 8 de maio, domingo que precede a Solenidade de Pentecostes. Já no último dia 24 de janeiro, memória litúrgica de São Francisco de Sales, proclamado patrono dos escritores e jornalistas em 1923 por Pio XI, Francisco divulgou uma mensagem na qual evidencia a sintonia com o Jubileu Extraordinário da Misericórdia em andamento. Por isso essa data quer ser mais uma ocasião para os comunicadores e não somente eles, refletirem sobre as “sinergias profundas entre comunicação e misericórdia”.

Recordamos que o Dia Mundial das Comunicações Sociais é a única efeméride estabelecida pelo Concílio Ecumênico Vaticano II (Inter Mirifica, 1963) e neste celebramos a 50ª edição e a 50ª mensagem – portanto, comemoramos o “jubileu de ouro”.

Certamente a escolha do tema para a comemoração deste ano foi determinada pelo Ano Jubilar e Francisco não perde a oportunidade de dialogar com o mundo da comunicação, com quem nele trabalha e quem o utiliza frequentemente. Uma ocasião propícia para fazer perguntas, procurar respostar e indicar estradas. Sim, porque o Papa e com ele toda a Igreja tem como missão principal comunicar a “misericórdia de Deus”, âmago do Evangelho. Leia mais »

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[ARTIGO] Peregrinação Diocesana da Misericórdia

26-04-2016 | Por Pe. Eutrópio Aécio

Gruta da Mangabeira, Tanhaçu-Ba. Foto: Pe. Eutrópio Aécio

Gruta da Mangabeira, Tanhaçu-Ba. Foto: Pe. Eutrópio Aécio

Neste domingo (24), centenas de pessoas, de praticamente todas as 33 paróquias da Diocese de Caetité se encontraram no Santuário Gruta do Sagrado Coração de Jesus (Ituaçu-BA, Diocese de Livramento de Nossa Senhora). Dentro do Ano da Misericórdia, esta foi uma das maneiras de viver a experiência que nos pede o Papa Francisco ao instituir este jubileu. A peregrinação, o sair de si é ir: ir ao encontro de Deus, do outro, não ficar em si; é um caminho para se renovar.

O local escolhido, uma gruta-santuário, também nos ajuda a perceber esta nossa realidade de pecado-escuridão/graça-luz, do nosso movimento em busca do perdão e do movimento do Senhor em busca de nós, para nos reconciliar. Ao entrar na gruta é preciso descer. Uma descida íngreme: tanto pelos degraus como por uma rampa, aquela que se tem acesso depois de passar pela Porta Santa deste Santuário, porta sempre aberta.  Leia mais »

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[ARTIGO] Aproximar-se da luz

26-04-2016 | Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte - MG

"Sem densidade para ancorar cidadanias, a cultura contemporânea torna-se incapaz de sustentar processos nos parâmetros da justiça"

“Sem densidade para ancorar cidadanias, a cultura contemporânea torna-se incapaz de sustentar processos nos parâmetros da justiça”

O desafio de aproximar-se da luz é apresentado por Jesus no contexto de seu diálogo com Nicodemos, quando o Mestre indica a necessidade de nascer novamente. Nicodemos até pergunta, curioso, como é possível alguém nascer de novo se já é velho. A possibilidade desse recomeço, indica Jesus, depende de coragem e de disposição para se aproximar da luz, indiscutível referência a uma fonte inesgotável de valores morais e éticos. No diálogo entre Jesus e Nicodemos, o Mestre afirma categoricamente que quem pratica o mal odeia a luz porque não quer que as obras más sejam denunciadas. Renascer ou recomeçar é ter coragem de aproximar-se da luz para que seus raios iluminem as trevas. Para isso, é preciso buscar a verdade que liberta.  Leia mais »

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[ARTIGO] Jesus, nosso pastor

24-04-2016 | Por Dom Eurico dos Santos Veloso, Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG

"Aos que o seguem, o pastor dará a vida eterna, ou seja, a vida definitiva, que, no Evangelho de João é caracterizado pelo dom do Espírito"

“Aos que o seguem, o pastor dará a vida eterna, ou seja, a vida definitiva, que, no Evangelho de João é caracterizado pelo dom do Espírito”

Estamos de tal forma acostumados e satisfeitos som a imagem romântica de Jesus pastor que dificilmente conseguimos abraçar o alcance de significado que São João quis atribuir a essa comparação.

O episódio do Bom Pastor se desenrola no Templo, na festa de sua consagração. São João apresenta Jesus no Templo como alternativa última para se obter a vida. Ele é pastor enquanto conduz para fora dessa instituição opressora simbolizada pelo redil (o Templo), para conduzir à plenitude da vida. Ele é o autêntico redentor, aquele que tem o dever de resgatar as ovelhas da opressão. Os ladrões e assaltantes são a hierarquia da instituição religiosa da qual Jesus veio libertar definitivamente as pessoas, a fim de que possam viver.  Leia mais »

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[ARTIGO] Propedêutico: etapa para contemplar o mistério da misericórdia

22-04-2016 | Pe. Sandro e Seminaristas Propedeutas

Seminaristas propedêutico Diocese de Caetité

Seminaristas propedêutico Diocese de Caetité

O Papa Francisco na Bula Misericordiae Vultus (n. 2) recorda que precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia, pois esta é fonte de alegria, serenidade e paz. Imbuídos por esta e tantas outras motivações, especialmente neste Ano Santo da Misericórdia, iniciamos no dia 29 de fevereiro de 2016 mais uma etapa do propedêutico no Seminário São José em nossa sede diocesana. Nesta data entraram, não pela porta da misericórdia, mas pela porta da nossa casa de formação inicial para constituir comunidade, os jovens: José Adriano e Ailton da Diocese de Livramento de Nossa Senhora; Bruno Moreira (Caculé), Bruno Santos (Lagoa Real), Danillo e Fernando (Candiba) pertencentes a Diocese de Caetité. Estes jovens foram acolhidos e são acompanhados pela Pe. Sandro que conta com o apoio da Equipe de Formação e de tantos outros Padres, Religiosas e Leigos, a exemplo de vários professores, bem como dos padrinhos e madrinhas da OVM (Obra das Vocações e Ministérios) espalhados pelas comunidades nas terras sagradas do sertão de nossas Dioceses.

Quando olhamos verdadeiramente para o coração misericordioso de Jesus, sobretudo no processo formativo dos candidatos ao ministério ordenado, compreendemos que este caminho se torna fonte de alegria, serenidade e paz. Neste sentido, as Diretrizes para o Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil (Documentos da CNBB 93) indicam cinco dimensões para a formação presbiteral, possibilitando um crescimento integral da pessoa do formando. Vamos indicá-las através das palavras dos próprios Seminaristas ao descreverem sobre as impressões dos primeiros dias/meses no Seminário.

Nas palavras do Seminarista Ailton entendemos a importância da Formação intelectual ao dizer: que este tempo é propício e adequado para o aprofundamento dos estudos, procurando preencher as lacunas do ensino médio e, também, para acostumar com a realidade dos estudos. Evidenciando o sentido e a necessidade da Formação comunitária diz o fráter Bruno Moreira: “na vida comunitária existem os conflitos e desentendimento. E no Seminário não é diferente, mas com isso podemos ter a certeza de vivenciar melhor esta etapa […]. Afinal, que sentido e alegria teríamos se fossemos todos iguais?”. No entanto, tudo isso me ajuda a tornar uma pessoa mais madura.

Já no que se refere a Formação humano-afetiva encontramos nas expressões do jovem Danillo ao inferir que apesar do pouco tempo no Seminário, as experiências estão lhe enriquecendo tanto do ponto de vista humano quanto espiritual, ajudando-lhe a refletir e olhar para si mesmo e perceber o que pode ser melhorado a cada dia. Segundo o amigo Fernando, um dos pontos importantíssimos na vida do Seminário são os horários de orações comunitárias, fazendo com que gradativamente, passemos a ter, cada vez mais, o hábito e a prática da oração. E acrescenta o companheiro Adriano: “com o Cristo sempre diante dos meus olhos, no qual coloquei a minha esperança e confiança, sigo o caminho buscando amar cada dia mais o meu sim.” Sentimos nestas expressões o significado profundo da Formação místico-espiritual na formação cristã e, sobretudo, presbiteral. Para concluir as cinco dimensões temos, por fim, a Formaçãopastoral-missionária que nos faz sair de nós mesmos para irmos ao encontro do Cristo presente em mim e também no outro. Nas palavras do missionário Bruno Santos podemos sentir este desafio, mas ao mesmo tempo a alegria. Assim diz ele: “é sempre difícil adaptar ao novo, mas o Cristo que chama é quem me sustenta na caminhada […] experiência de suma importância para minha vida vocacional-missionária.”

Portanto, concluímos está partilha recordando as palavras do Papa Francisco, por ocasião do 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: “Como gostaria que todos os batizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto.” Que esta etapa formativa nos ajude a contemplar a misericórdia divina para renovarmos o nosso sim ao Senhor misericordioso, fonte da alegria, da serenidade e da paz.

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[ARTIGO] Educar pela vida familiar

20-04-2016 | Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte

"O desvirtuamento dos laços familiares é um real perigo alimentado por uma exasperada cultura individualista..."

“O desvirtuamento dos laços familiares é um real perigo alimentado por uma exasperada cultura individualista…”

O Papa Francisco, atento às dinâmicas da cultura contemporânea e após a realização de dois sínodos, traz pertinente interpelação com a Exortação Apostólica sobre o amor na família, Amoris Laetitia.  Com sua extraordinária sensibilidade humana e a partir da escuta do mundo católico, Francisco mostra que a grande meta é reavivar a consciência sobre a importância do matrimônio e da família. Desafio complexo que não permite tratamento superficial. São necessárias ações bem fundamentadas para não se correr o risco de obscurecer ou anular o determinante e indispensável papel da família – lugar da educação por excelência – particularmente essencial neste momento, quando se precisa configurar novo tecido cultural. E isso é imprescindível para a superação das crises muito desafiadoras, nos âmbitos da ética, política, economia e instituições.  Leia mais »

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[ARTIGO] Sem fronteiras

18-04-2016 | Por Dom José Alberto Moura, Arcebispo de Montes Claros (MG)

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“…a conversão é um ato contínuo de toda pessoa que aceita rever-se para tentar acertar melhor com o seguimento a Jesus e à sua proposta de amor.”

O número dos discípulos de Jesus crescia assustadoramente após a pregação dos Apóstolos. Por isso os chefes dos judeus tiveram inveja e se opunham aos mesmos Apóstolos e ao ensinamento sobre o Mestre ressuscitado (Cf. Atos 13,45). Mesmo perseguidos e até presos, os escolhidos do Senhor eram destemidos e continuavam sua missão de anúncio do Evangelho além dos judeus, indo ensinar aos pagãos ou gentios. Era uma pregação sem fronteiras, pois, Jesus não veio só para seus concidadãos. Veio para salvar a humanidade. Quem se salva é quem, recebendo o Evangelho, se converte e O segue.  Leia mais »

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