Artigos

[ARTIGO] Peregrinação Diocesana da Misericórdia

26-04-2016 | Por Pe. Eutrópio Aécio

Gruta da Mangabeira, Tanhaçu-Ba. Foto: Pe. Eutrópio Aécio

Gruta da Mangabeira, Tanhaçu-Ba. Foto: Pe. Eutrópio Aécio

Neste domingo (24), centenas de pessoas, de praticamente todas as 33 paróquias da Diocese de Caetité se encontraram no Santuário Gruta do Sagrado Coração de Jesus (Ituaçu-BA, Diocese de Livramento de Nossa Senhora). Dentro do Ano da Misericórdia, esta foi uma das maneiras de viver a experiência que nos pede o Papa Francisco ao instituir este jubileu. A peregrinação, o sair de si é ir: ir ao encontro de Deus, do outro, não ficar em si; é um caminho para se renovar.

O local escolhido, uma gruta-santuário, também nos ajuda a perceber esta nossa realidade de pecado-escuridão/graça-luz, do nosso movimento em busca do perdão e do movimento do Senhor em busca de nós, para nos reconciliar. Ao entrar na gruta é preciso descer. Uma descida íngreme: tanto pelos degraus como por uma rampa, aquela que se tem acesso depois de passar pela Porta Santa deste Santuário, porta sempre aberta.  Leia mais »

Artigos

[ARTIGO] Aproximar-se da luz

26-04-2016 | Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte - MG

"Sem densidade para ancorar cidadanias, a cultura contemporânea torna-se incapaz de sustentar processos nos parâmetros da justiça"

“Sem densidade para ancorar cidadanias, a cultura contemporânea torna-se incapaz de sustentar processos nos parâmetros da justiça”

O desafio de aproximar-se da luz é apresentado por Jesus no contexto de seu diálogo com Nicodemos, quando o Mestre indica a necessidade de nascer novamente. Nicodemos até pergunta, curioso, como é possível alguém nascer de novo se já é velho. A possibilidade desse recomeço, indica Jesus, depende de coragem e de disposição para se aproximar da luz, indiscutível referência a uma fonte inesgotável de valores morais e éticos. No diálogo entre Jesus e Nicodemos, o Mestre afirma categoricamente que quem pratica o mal odeia a luz porque não quer que as obras más sejam denunciadas. Renascer ou recomeçar é ter coragem de aproximar-se da luz para que seus raios iluminem as trevas. Para isso, é preciso buscar a verdade que liberta.  Leia mais »

Artigos

[ARTIGO] Jesus, nosso pastor

24-04-2016 | Por Dom Eurico dos Santos Veloso, Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG

"Aos que o seguem, o pastor dará a vida eterna, ou seja, a vida definitiva, que, no Evangelho de João é caracterizado pelo dom do Espírito"

“Aos que o seguem, o pastor dará a vida eterna, ou seja, a vida definitiva, que, no Evangelho de João é caracterizado pelo dom do Espírito”

Estamos de tal forma acostumados e satisfeitos som a imagem romântica de Jesus pastor que dificilmente conseguimos abraçar o alcance de significado que São João quis atribuir a essa comparação.

O episódio do Bom Pastor se desenrola no Templo, na festa de sua consagração. São João apresenta Jesus no Templo como alternativa última para se obter a vida. Ele é pastor enquanto conduz para fora dessa instituição opressora simbolizada pelo redil (o Templo), para conduzir à plenitude da vida. Ele é o autêntico redentor, aquele que tem o dever de resgatar as ovelhas da opressão. Os ladrões e assaltantes são a hierarquia da instituição religiosa da qual Jesus veio libertar definitivamente as pessoas, a fim de que possam viver.  Leia mais »

Artigos

[ARTIGO] Propedêutico: etapa para contemplar o mistério da misericórdia

22-04-2016 | Pe. Sandro e Seminaristas Propedeutas

Seminaristas propedêutico Diocese de Caetité

Seminaristas propedêutico Diocese de Caetité

O Papa Francisco na Bula Misericordiae Vultus (n. 2) recorda que precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia, pois esta é fonte de alegria, serenidade e paz. Imbuídos por esta e tantas outras motivações, especialmente neste Ano Santo da Misericórdia, iniciamos no dia 29 de fevereiro de 2016 mais uma etapa do propedêutico no Seminário São José em nossa sede diocesana. Nesta data entraram, não pela porta da misericórdia, mas pela porta da nossa casa de formação inicial para constituir comunidade, os jovens: José Adriano e Ailton da Diocese de Livramento de Nossa Senhora; Bruno Moreira (Caculé), Bruno Santos (Lagoa Real), Danillo e Fernando (Candiba) pertencentes a Diocese de Caetité. Estes jovens foram acolhidos e são acompanhados pela Pe. Sandro que conta com o apoio da Equipe de Formação e de tantos outros Padres, Religiosas e Leigos, a exemplo de vários professores, bem como dos padrinhos e madrinhas da OVM (Obra das Vocações e Ministérios) espalhados pelas comunidades nas terras sagradas do sertão de nossas Dioceses.

Quando olhamos verdadeiramente para o coração misericordioso de Jesus, sobretudo no processo formativo dos candidatos ao ministério ordenado, compreendemos que este caminho se torna fonte de alegria, serenidade e paz. Neste sentido, as Diretrizes para o Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil (Documentos da CNBB 93) indicam cinco dimensões para a formação presbiteral, possibilitando um crescimento integral da pessoa do formando. Vamos indicá-las através das palavras dos próprios Seminaristas ao descreverem sobre as impressões dos primeiros dias/meses no Seminário.

Nas palavras do Seminarista Ailton entendemos a importância da Formação intelectual ao dizer: que este tempo é propício e adequado para o aprofundamento dos estudos, procurando preencher as lacunas do ensino médio e, também, para acostumar com a realidade dos estudos. Evidenciando o sentido e a necessidade da Formação comunitária diz o fráter Bruno Moreira: “na vida comunitária existem os conflitos e desentendimento. E no Seminário não é diferente, mas com isso podemos ter a certeza de vivenciar melhor esta etapa […]. Afinal, que sentido e alegria teríamos se fossemos todos iguais?”. No entanto, tudo isso me ajuda a tornar uma pessoa mais madura.

Já no que se refere a Formação humano-afetiva encontramos nas expressões do jovem Danillo ao inferir que apesar do pouco tempo no Seminário, as experiências estão lhe enriquecendo tanto do ponto de vista humano quanto espiritual, ajudando-lhe a refletir e olhar para si mesmo e perceber o que pode ser melhorado a cada dia. Segundo o amigo Fernando, um dos pontos importantíssimos na vida do Seminário são os horários de orações comunitárias, fazendo com que gradativamente, passemos a ter, cada vez mais, o hábito e a prática da oração. E acrescenta o companheiro Adriano: “com o Cristo sempre diante dos meus olhos, no qual coloquei a minha esperança e confiança, sigo o caminho buscando amar cada dia mais o meu sim.” Sentimos nestas expressões o significado profundo da Formação místico-espiritual na formação cristã e, sobretudo, presbiteral. Para concluir as cinco dimensões temos, por fim, a Formaçãopastoral-missionária que nos faz sair de nós mesmos para irmos ao encontro do Cristo presente em mim e também no outro. Nas palavras do missionário Bruno Santos podemos sentir este desafio, mas ao mesmo tempo a alegria. Assim diz ele: “é sempre difícil adaptar ao novo, mas o Cristo que chama é quem me sustenta na caminhada […] experiência de suma importância para minha vida vocacional-missionária.”

Portanto, concluímos está partilha recordando as palavras do Papa Francisco, por ocasião do 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: “Como gostaria que todos os batizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto.” Que esta etapa formativa nos ajude a contemplar a misericórdia divina para renovarmos o nosso sim ao Senhor misericordioso, fonte da alegria, da serenidade e da paz.

Artigos

[ARTIGO] Educar pela vida familiar

20-04-2016 | Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte

"O desvirtuamento dos laços familiares é um real perigo alimentado por uma exasperada cultura individualista..."

“O desvirtuamento dos laços familiares é um real perigo alimentado por uma exasperada cultura individualista…”

O Papa Francisco, atento às dinâmicas da cultura contemporânea e após a realização de dois sínodos, traz pertinente interpelação com a Exortação Apostólica sobre o amor na família, Amoris Laetitia.  Com sua extraordinária sensibilidade humana e a partir da escuta do mundo católico, Francisco mostra que a grande meta é reavivar a consciência sobre a importância do matrimônio e da família. Desafio complexo que não permite tratamento superficial. São necessárias ações bem fundamentadas para não se correr o risco de obscurecer ou anular o determinante e indispensável papel da família – lugar da educação por excelência – particularmente essencial neste momento, quando se precisa configurar novo tecido cultural. E isso é imprescindível para a superação das crises muito desafiadoras, nos âmbitos da ética, política, economia e instituições.  Leia mais »

Artigos

[ARTIGO] Sem fronteiras

18-04-2016 | Por Dom José Alberto Moura, Arcebispo de Montes Claros (MG)

quem-foram-os-12-apostolos-de-jesus-cristo

“…a conversão é um ato contínuo de toda pessoa que aceita rever-se para tentar acertar melhor com o seguimento a Jesus e à sua proposta de amor.”

O número dos discípulos de Jesus crescia assustadoramente após a pregação dos Apóstolos. Por isso os chefes dos judeus tiveram inveja e se opunham aos mesmos Apóstolos e ao ensinamento sobre o Mestre ressuscitado (Cf. Atos 13,45). Mesmo perseguidos e até presos, os escolhidos do Senhor eram destemidos e continuavam sua missão de anúncio do Evangelho além dos judeus, indo ensinar aos pagãos ou gentios. Era uma pregação sem fronteiras, pois, Jesus não veio só para seus concidadãos. Veio para salvar a humanidade. Quem se salva é quem, recebendo o Evangelho, se converte e O segue.  Leia mais »

Artigos

[ARTIGO] A Igreja, mãe de vocações

14-04-2016 | Por Dom Adelar Baruffi, Bispo de Cruz Alta

Foto: Arquidiocese de BH

Foto: Arquidiocese de BH

O quarto domingo do Tempo Pascal, conhecido como Domingo do Bom Pastor, é o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Este ano é sua 53º edição. Para ajudar nossas comunidades a refletir e rezar pelas vocações, nosso Papa escreveu uma mensagem onde aborda “A Igreja, mãe de vocações”. Quer ressaltar a mediação comunitária de todas as vocações.

O dinamismo vocacional tem sua base humana, no êxodo de si mesmo, para fazer da vida um serviço. Este dinamismo é, sobretudo, um diálogo com Deus, que nos precede com seu amor e nos chama. É um diálogo que passa pelo discernimento e incentivo da comunidade de fé. “A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária. Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois dum certo amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação. O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação histórica do seu povo santo”, diz o Papa.  Leia mais »

Artigos

Nossa Páscoa na Páscoa de Cristo: Ele é o vivente!

27-03-2016 | Por Pe. Sandro Alves Teixeira Lima*

“[...]esses sinais foram escritos para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome [...]” (cf. Jo 20,31)

“[…]esses sinais foram escritos para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome […]” (cf. Jo 20,31)

No dia 10 de fevereiro, com a celebração da quarta-feira de cinzas e abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016, com o tema “Casa Comum: nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24) iniciamos uma peregrinação de quarenta dias, isto é, a quaresma. Tempo de revisão, reflexão e conversão nos preparando para celebrar com todo afinco o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No entanto, uma questão nos instiga: o que é mesmo ressurreição?

Recorramos ao dicionário Aurélio de Holanda (2007), e ele responde que ressurreição é o ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar. Ao descrever sobre o verbo ressuscitar diz que nada mais é, senão,fazer voltar à vida; dar nova existência a; fazer reaparecer; tornar a viver, após ter morrido. Como entender tudo isto? Onde está o sentido desta nova existência?

Cantamos, em nossas comunidades, que “a Palavra de Deus não passa por nós sem deixar um sinal”, ou seja, o sentido. Então, ao visitar os evangelhos sinóticos (Mt 28 1-10; Mc 16, 1-8; Lc 24, 1-12), e o evangelho joanino (20, 1-10), encontramos os relatos da ressurreição de Jesus Cristo. Dessa leitura, começa a surgir para nós uma luz, ressurreição de Jesus Cristo, que vai dizer ao centurião Nicodemos de que verdadeiramente Ele é o Filho de Deus. Surge, assim, mais hipótese, a ideia da ressurreição como ação de Deus.  Leia mais »

Artigos

Queima ou Malhação do Judas

26-03-2016 | Por Pe. Eutrópio Aécio*

judinhas

A prática de malhar o Judas veio da tradição ibérica que aqui chegou com a colonização portuguesa.

Sabemos pela história que o Brasil é uma mescla de várias culturas. Vários elementos culturais se fundiram, criando assim diversas manifestações folclóricas e religiosas. E isso é muito bonito, pois expressa a beleza, a riqueza e a resistência do povo que “teima em celebrar, em festejar” mesmo em tempos difíceis.

Em se tratando de religião, devemos lembrar também que há aquela religião chamada “oficial”, regida pelas normas da Igreja e, paralela a esta, e não necessariamente contraditória, encontraremos uma “religiosidade popular” que mistura elementos folclóricos junto à fé cristã. Sobre essa religiosidade popular os bispos latino-americanos no Documento de Aparecida expressaram – fazendo eco às palavras do papa João Paulo II – que esta religiosidade se constitui um “verdadeiro tesouro” da Igreja Católica neste continente. Ela é um local de encontro com o Cristo vivo! Contudo, faz-se também menção da necessária “purificação e evangelização” desta piedade popular.  Leia mais »

Artigos

Sexta-feira Santa: “ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo”

25-03-2016 | Por Pe. Waldech Gondim*

“EIS O LENHO DA CRUZ, DO QUAL PENDEU A SALVAÇÃO DO MUNDO”

“EIS O LENHO DA CRUZ, DO QUAL PENDEU A SALVAÇÃO DO MUNDO”

Sexta-feira da Paixão. Estamos no segundo dia do Tríduo Pascal. Como desdobramento da Ceia do Senhor e do lava-pés, hoje contemplamos o desenlace trágico da vida de Jesus que, tendo sido traído por um beijo e, consequentemente, julgado e condenado à morte, entregou a sua vida como uma oferenda amorosa e agradável a Deus. O evangelista João destaca neste momento a liberdade total e autêntica de Jesus: “ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo” (Jo 10,18)

A tradição popular soube associar os sofrimentos do povo aos de Cristo na cruz, traduzindo-os numa riqueza inumerável de gestos e cantorias que expressam o esforço e a piedade humana em corresponder ao sacrifício do Senhor.  Leia mais »

Página 2 de 41234