3 de agosto de 2025
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O tarifaço e a contradição com o Ensinamento Social da Igreja

O presente texto tem como objetivo fazer uma análise crítica à luz do ensinamento social da Igreja em relação aos 50% de tarifas de impostos implementados pelo Governo dos Estados Unidos ao Brasil sobre as exportações produzidas em nosso território, sob alegações de proteção a soberania econômica de seu País, dizendo sofrer um grande déficit nas arrecadações orçamentárias. Porém, o que foi averiguado e noticiado pelos meios de comunicação, é que os Estados Unidos têm um grande Superavit, isto é, não está tendo nenhum prejuízo econômico em relação aos produtos comprados no Brasil.

O real motivo do governo norte americano é apenas ideológico e prisma em três polos: primeiro, defender um modelo político que comunga das suas mesmas ideias, já que aqui no Brasil este modelo apresenta mecanismos criminosos associado a golpe de Estado, tentativa de homicídio às autoridades públicas, conforme denúncias apresentadas pela Procuradoria Geral da União. Isto acaba influenciando o enfraquecimento de toda política com uma estrutura fascistas nos governos simpatizantes com este modelo no mundo. O outro polo tem como objetivo fazer um ataque a possibilidade do País perder a hegemonia global econômica para a China, uma vez que o Brasil faz parte dos Países que estão no BRICS, e dentre eles está a China. O último polo é sobre as Big Techs, as grandes empresas de tecnologias norte americanas que o Brasil quer controlar por meio de um código legislativo para que o seu uso não seja utilizado de forma indevida pelas plataformas digitais.

À luz destas informações, irei apresentar o posicionamento do ensinamento Social da Igreja, que são os princípios cristãos da economia e política. O compêndio da Doutrina Social da Igreja, (cf, pr, 446) vem nos dizer que as comunidades politicas devem se ajudar mutuamente para que nenhuma sofra um aniquilamento por falta de cuidado mútuo. Um pouco mais atrás, na parte da economia, (cf, p. 355), diz que a arrecadação fiscal deve ser feita de forma justa, favorecendo os entes econômicos de cada nação a fazerem suas negociações sem terem prejuízos.

Voltando a situação do Brasil em relação aos Estados Unidos, se este tarifaço continuar, os produtos irão subir de preço, os empregos irão diminuir, trazendo caos a população, principalmente os mais vulneráveis. Enfim, ações como estas dos Estados Unidos, não está coerente com a Boa Nova do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois o Evangelho nos ensina a partilha dos bens da terra que Deus nos deixou, onde nenhuma Nação tem o direito de lesar a outra, impossibilitando sem causa justa os benefícios dos bens produzidos. O que deve sempre favorecer é a soberania Popular, isto é, o bem de toda população na geopolítica e geoeconomia mundial, e jamais mecanismos políticos e econômicos fechados, favorecendo a Tirania e subjetivismo, apenas de um País.

Por Pe. Bruno Araújo Porto – Pároco da Paróquia Santo Antônio de Caraíbas