7 de julho de 2025
DIOCESE

Diocese de Caetité participa da 48ª Romaria da Terra e das Águas em Bom Jesus da Lapa (BA)

Por Pascom Diocesana

A 48ª Romaria aconteceu nos dias 04, 05 e 06 de julho e teve como tema “Cultivar e guardar a criação, construindo caminhos do bem viver”. A temática deste ano guiou as reflexões e atividades do evento, convidando os fiéis a pensarem a fé cristã em sintonia com o cuidado da Casa Comum, conforme propõe o saudoso Papa Francisco. A frase também reforça o chamado para uma vida mais simples, sustentável e em comunhão com a natureza.

“Para mim, participar da Romaria da Terra e das Águas pela primeira vez como parte da coordenação organizadora, após ser nomeado por Dom Carvalho, foi uma experiência marcante e gratificante, com muito trabalho e reuniões preparatórias, mas que superou minhas expectativas. Destaco, também, a presença de pessoas comprometidas com a fé e a vida e agradeço a Jesus pela experiência”, expressou padre Joãozinho Baiano, do Clero da Diocese de Caetité.

Lideranças populares, pastorais sociais e movimentos do campo e da cidade trouxeram à tona questões como os impactos do agronegócio, da mineração, das barragens e das mudanças climáticas, que afetam diretamente o semiárido e seus povos. A romaria se torna, assim, um espaço de escuta e visibilidade para os que historicamente são silenciados.

Visitantes de diversas regiões do Brasil participaram da romaria, criando um ambiente de diversidade, partilha e acolhimento.  

Edilaine Oliveira, da Paróquia São Geraldo Majella, de Guanambi, voltou a participar da romaria, após dez anos ausente. “Foi uma experiência única de encontros e reencontros, marcada pela reflexão e debate sobre direitos humanos, cuidado com a terra e água. Estive no plenarinho da juventude, onde refletimos sobre o tema e destacamos a importância do cuidado com a casa comum para um mundo melhor”, disse ela.

Edilaine Oliveira (a última da esquerda) com amigos em Bom Jesus da Lapa.

A Romaria da Terra e das Águas é muito mais que um evento religioso. Nesse período, Bom Jesus da Lapa se torna um grande espaço de encontro de culturas e espiritualidade popular. É uma verdadeira caminhada de resistência, na qual a espiritualidade se une ao grito das comunidades por terra, água, dignidade e respeito aos direitos humanos. Durante os três dias, os romeiros participaram de missas, caminhadas, rodas de conversa, oficinas temáticas, apresentações culturais e momentos de oração coletiva.

Fotos: Diocese da Lapa e Pe. Joãozinho Baiano