DIOCESE
23-11-2017
Papa Francisco cria nova diocese na Bahia e nomeia bispo
DIOCESE
23-11-2017
Encontro dos Bispos da Bacia do São Francisco é realizado em Bom Jesus da Lapa
CARAÍBAS - SANTO ANTÔNIO
20-11-2017
Paróquia de Caraíbas realiza retiro para crismandos e MECEs
DIOCESE
20-11-2017
Pastoral da Criança celebra 30 anos na Diocese de Caetité
HORÁRIO DE MISSA

Artigos

[Artigo] Conflitos e verdades

05-11-2016 | Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

"Buscar o bem comum há de ser fundamento para a formulação de juízos, escolhas e definição de prioridades."

“Buscar o bem comum há de ser fundamento para a formulação de juízos, escolhas e definição de prioridades.”

As dinâmicas de construção e manutenção da sociedade estão inseridas nas tensões entre conflitos e verdades, de modo semelhante ao que ocorre nas relações familiares e pessoais. Há uma dimensão do conflito que é inevitável porque a verdade não é propriedade exclusiva de alguém. Alcançá-la é sempre tarefa árdua, que abrange o exercício interpretativo da realidade a partir do confronto de interesses, ponderações e de prioridades.  Importante é reconhecer que as pessoas estão permanentemente em busca da verdade e, por isso mesmo, ninguém pode reivindicar a sua propriedade. Assim, exige-se muita humildade nessa procura para que se viva a experiência indispensável do diálogo, com a imprescindível abertura para a atenta escuta. Essa é condição fundamental para se alcançar a verdade capaz de garantir, acima de tudo, o bem e a justiça.

Os processos de definição de prioridades, particularmente aqueles que podem promover as mudanças necessárias na vida social e política do povo, são complexos. Assim, não basta agarrar-se a posições – dizendo-se ser contra ou a favor de algo -, é preciso dialogar para se aproximar da verdade. Trata-se de exercício racional e espiritual que requer redobrada atenção de todos, com o objetivo de superar conflitos que sempre se desdobram em prejuízos. Males que incluem as guerras, disputas ferrenhas pelo poder e as escolhas que privilegiam poucos, consolidando a injustiça contra os pobres. Nessa tarefa, indispensável é avaliar o lugar que se ocupa e, ao mesmo tempo, se perceber no lugar do outro, principalmente dos excluídos da sociedade. Ignorar essa atitude é perpetuar uma organização societária que desconsidera o abismo crescente entre ricos e pobres, os que podem muito e os que nada podem.  Leia mais »

Página 1 de 11