GUAJERU – SANTA ROSA DE VITERBO

Paróquia de Guajeru presta homenagem à Raul Nunes

21-11-2016 | Por Nereide Oliveira e Pe. Isaias Afonso

Raul Nunes, homem que muito fez por Guajeru

Raul Nunes, homem que muito fez por Guajeru

O tempo de “Seu Raul” se cumpriu, desenvolveu sua missão como cristão, filho, amigo, marido, pai, comerciante, político, avô… Participou ativamente da vida social, religiosa e política da cidade. Como família é notória a importância dada ao lar, berço de costumes, hábitos, crenças, moral, fé, suporte afetivo e estrutural para os filhos na construção do caráter e da personalidade.

Foi um dos primeiros comerciantes da cidade e durante todo esse período exerceu também a atividade de agricultor, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico. Nessa luta de sertanejo contou com a parceria e o trabalho de sua companheira, Maria e dos nove filhos, mantendo-se como um arrimo de família.

Como político deixa um legado de realizações, uma das principais lideranças políticas que lutou em prol da emancipação deste município. Sendo seu idealizador lutou mais de uma década para esse fim; um exemplo, exerceu o cargo de vereador (voluntário) quando Guajeru ainda era distrito de Condeúba por duas vezes. Também vereador da primeira Câmara do município recém criado e vice-prefeito da terceira gestão pós emancipação – grande sonho realizado. Seu papel na luta pela construção de uma Guajeru melhor para os seus concidadãos e na defesa dos princípios éticos, morais e democráticos que nortearam suas ações como homem e cidadão, em todos os cargos públicos que ocupou ficarão para sempre gravadas na história da nossa cidade.

Esteve à frente de várias atividades religiosas na comunidade durante toda a sua vida, homem temente a Deus, devoto de Nossa Senhora Aparecida, Santa Rosa de Viterbo e São Sebastião, cultivou como devoção a reza diária do terço em família, o Angelus e a gratidão pelo alimento em torno da mesa.

Junto com outros moradores manteve-se de maneira inseparável do projeto da construção da Casa de Retiro e idealização do “Retiro dos homens”, amigo pessoal de Dom Homero, sempre presente nas decisões relacionadas aos retiros anuais e à Casa de Retiro São Francisco Xavier.

Na Eucaristia Jesus vem morar em nós para ser o Alimento de nossa caminhada, ser a nossa Força contra o pecado, e para transformar a nossa vida de homem em vida de filho de Deus. Quando Comungamos o Corpo de Cristo, nós nos unimos a Ele, de fato, e nos tornamos membro do Corpo de Cristo. Pela Eucaristia Jesus está presente em Corpo, Alma, Divindade, na Hóstia consagrada, para ser o nosso remédio e sustento. Sabendo disso, Seu Raul já impossibilitado de ir a celebração da missa devido a problemas de saúde, recebe a visita do pároco e manifesta o desejo de receber a comunhão e ao recebe-la manifesta sua fé e gratidão ao Deus da vida: “graças a Deus, nenhum domingo sem receber comunhão”

Quando perdemos pessoas especiais em nossa vida, como Seu Raul, um buraco enorme fica no peito. É impossível não se entregar ao choro e ao desabafo, pois ninguém é de ferro. Mas precisamos seguir em frente, e como podemos prosseguir deixando apenas as boas lembranças para trás? A morte faz parte do ciclo natural do ser humano e não seremos as primeiras e nem a última pessoa a passar por esta triste experiência. É compreensível, que até mesmo nós, cristãos, que temos a esperança na eternidade com Cristo, soframos com a morte. O próprio Senhor Jesus chorou quando seu amigo Lázaro morreu. A Bíblia diz que ele “gemeu no espírito e ficou aflito”, e logo depois “entregava-se ao choro” (João 11:33,35).

Com isso, vemos que chorar e ficar de luto quando morre alguém que amamos, não é sinal de fraqueza ou falta de confiar em Deus. O rei Davi também chorou quando seu filho Absalão faleceu e clamou: “Oh! Que eu, eu mesmo, tivesse morrido em teu lugar” (2 Samuel 18:33). Porém, devemos confiar que Deus é soberano e quando acreditamos na ressurreição daqueles que creram em Jesus, a nossa tristeza se torna menos pesada. Como diz a Bíblia: “você não estará pesaroso como os demais que não têm esperança” (1 Tessalonicenses 4:13).

Para os que creem a vida não é tirada, mas transformada. Assim como a semente que, ao cair na terra morre e dessa morte brota a nova vida, cremos que a morte é a passagem para a ressurreição, a nova vida em Cristo. O fundamento para nossa fé em torno da vida nova que começa na morte, está na ressurreição de Jesus Cristo. Roguemos, pois, a Deus, o consolo a todos os familiares de seu Raul Nunes e que o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo preencha o vazio que o seu falecimento deixou.

Paróquia Santa Rosa de Viterbo
15/11/2016