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14-12-2017
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14-12-2017
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Papa: respeito pelos trabalhadores deve marcar processo produtivo

01-05-2017 |

Papa: respeito pelos trabalhadores deve marcar processo produtivo


Cidade do Vaticano (RV) –  “Que São José dê aos jovens a capacidade de sonhar, de se arriscar por grandes coisas, as coisas que Deus sonha para nós”. Com este tweet, o Papa Francisco dirige-se neste Dia de São José Operário e Dia do Trabalhador aos jovens do mundo inteiro, justamente eles que seguidamente sofrem com o desemprego.

Um convite, portanto, a não se desencorajarem diante das dificuldades, mas em renovarem a confiança e unirem-se em iniciativas e projetos criativos, como um novo estilo, o da fraternidade.
A crise no trabalho afeta todo o mundo. O Papa Francisco propõe portanto, uma receita antiga, mas sempre nova, a fraternidade. O faz em uma mensagem dirigida à Pontifícia Academia das Ciências Sociais, que até a terça-feira, 2 de maio, realiza no Vaticano sua Assembleia Plenária. O organismo da Santa Sé é presidido por Margaret Archer.
O Santo Padre defendeu a necessidade de uma reflexão global sobre o “trabalho justo” e o respeito pela dignidade humana, a começar no “processo produtivo”.
“O trabalho justo é aquele que não só assegura uma remuneração com equidade mas também o que corresponde à vocação da pessoa e, por isso, é capaz de desenvolver as suas capacidades”, refere o Pontífice na mensagem.
O Papa observa que o trabalho transforma a pessoa e, por isso, tem uma dimensão moral.
“O trabalho não é um mero fator da produção que, como tal, deva adequar-se às exigências do processo produtivo, para lhe aumentar a eficiência. Pelo contrário, é o processo produtivo que tem de ser organizado de forma a permitir o crescimento humano das pessoas, a harmonia dos tempos de vida familiar e laboral”, escreve.
Francisco propõe o alargamento da noção de “justiça” para além do “momento distributivo da riqueza”, para que esta possa chegar ao momento da “produção”.
“É preciso também perguntar se o processo produtivo se desenvolve ou não no respeito pela dignidade do trabalho humano, se respeita os direitos humanos fundamentais, se é compatível com a norma moral”, acrescenta.
O Papa recorda a Doutrina Social da Igreja e o ensinamento dos seus predecessores para apresentar a fraternidade como “princípio regulador da ordem econômica”.
“É preciso remediar o erro da cultura contemporânea, que fez crer que uma sociedade democrática pode progredir mantendo separados o código da eficiência e o código da solidariedade”,  sublinha.
Francisco refere que é necessário procurar um “caminho de saída da sufocante alternativa” entre teses do neoliberalismo e do neoestatismo.
“É urgente intervir sobre as causas do mau funcionamento, sobretudo no campo financeiro, em vez de limitar-se a corrigir os seus efeitos.”
O Papa diz que as guerras, as mudanças climáticas e as desigualdades são as causas da “maior migração forçada” da história da humanidade, que atinge hoje “mais de 65 milhões de pessoas”.

(MJ/Agência Ecclesia)
(from Vatican Radio)

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Logotipo da JMJ 2019 será apresentado no Panamá em 14 de maio

01-05-2017 |

Logotipo da JMJ 2019 será apresentado no Panamá em 14 de maio


Cidade do Panamá (RV) – O logotipo oficial da Jornada Mundial da Juventude, a ser realizada em janeiro de 2019 no Panamá, será divulgado no domingo, 14 de maio.

A Igreja panamenha apresentará o logotipo durante o 47º Encontro Eucarístico que se realizará durante todo o dia na Arena Roberto Durán.
Segundo Dom José Domingo Ulloa, durante o evento os jovens panamenhos também apresentarão a Cruz Peregrina, que chegará no sábado ao Panamá.
Para recebê-la, está programada uma Vigília até o amanhecer do domingo, quando inicia o Encontro Eucarístico.
A Arquidiocese do Panamá fez um chamado desde o mês de fevereiro para a criação do logotipo e do hino deste evento, que deverá reunir milhares de jovens.
Na última semana, o Governo criou uma Comissão de apoio, formada por várias instituições que destinarão parte de seu tempo e pessoal às atividades de logística e organização da JMJ. (JE)
(from Vatican Radio)

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Padre José Rocha é apresentado à comunidade de Ibitira

01-05-2017 | Da Redação

A praça da Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Ibitira, estava lotada de fiéis, na noite da última quinta-feira (27 de abril), para a celebração de acolhida do padre José Rocha como o novo administrador da comunidade. A Eucaristia foi presidida pelo vigário-geral da diocese, monsenhor Alex Adriano Barbosa. Muitas pessoas de Malhada de Pedras e Lagoa Real também participaram da celebração.

“O padre José Rocha vem para somar, para continuar a caminhada de décadas desta comunidade. Ele vem ajuda-los a dar passos firmes na caminhada de fé”, disse monsenhor Alex.

Em Ibitira, o padre terá a missão de preparar a comunidade para ser elevada à categoria de paróquia, o que está previsto para acontecer em 16 de julho deste ano, dia em que a Igreja celebra Nossa Senhora do Carmo, padroeira da comunidade Ibitirense. Hoje, a comunidade de Ibitira pertence à Paróquia Nossa Senhora do Livramento de Rio do Antônio.

“Eu fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, agradecido por essa dádiva que Deus coloca em minhas mãos de ser o primeiro pároco daqui. Então, começo fazendo história com vocês e conto com a ajuda de todos”, disse o padre, ao final da celebração.

No domingo de Páscoa, o padre José Rocha também assumiu a recém-criada Paróquia Santa Virgem das Vitórias, em Lagoa Real. Na diocese, ele vai, ainda, colaborar com as atividades do Conselho de Formação Presbiteral, além de fundar e coordenar a Escola Santo Estevão para acompanhar os diáconos permanentes. “Estou com uma expectativa boa para começar os trabalhos missionários a mim confiados”, confessou o padre, que foi ordenado sacerdote em 13 de janeiro de 2013 e já passou pelas paróquias de Riacho de Santana e Malhada de Pedras.

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Papa pede respeito pelos direitos humanos na Venezuela

30-04-2017 |

Papa pede respeito pelos direitos humanos na Venezuela


Cidade do Vaticano (RV) – A oração do Regina Coeli na manhã de domingo, (30/04) foi presidida pelo Papa Francisco na Praça São Pedro, onde ele participou do evento promovido pela Ação Católica Italiana, que comemora 150 anos de fundação.
Após fazer um discurso aos cerca de 70 mil membros e amigos da ACI presentes na Praça, Francisco fez a sua reflexão habitual, expressando inicialmente a sua preocupação com a situação na Venezuela:

“Continuam a chegar notícias dramáticas sobre o agravamento dos confrontos, com numerosos mortos, feridos e presos. Uno-me à dor dos familiares das vítimas, a quem asseguro orações, e faço um forte apelo ao Governo e a todas as componentes da sociedade venezuelana a fim de que seja evitada qualquer nova forma de violência; sejam respeitados os direitos humanos e se busquem soluções negociadas para a crise humanitária, social, política e econômica que está castigando a população”.
“Confiemos à Santíssima Virgem Maria a intenção da paz, reconciliação e democracia para aquele querido país. E rezemos também por todos os países que passam por graves dificuldades, como a República da Macedônia”.
Na sequência, o Papa mencionou a Bem-aventurada Leopoldina Naudet, beatificada sábado (29/04) em Verona (norte da Itália, ndr), que fundou a Congregação das Irmãs da Sagrada Família.
Encorajou ainda o apoio à Universidade Católica do Sagrado Coração, que investe na formação de jovens e recordou o ‘Domingo Bíblico’ na Polônia, uma ocasião em que é lida publicamente uma parte das Escrituras em paróquias, escolas e na imprensa.
Antes de se despedir, Francisco saudou peregrinos de vários países, agradeceu Maria, nossa Mãe, pela viagem apostólica recém-realizada ao Egito e pediu ao Senhor “que abençoe todo o povo egípcio, as autoridades, os cristãos e muçulmanos, e que doe paz àquele país”. 
(cm)
(from Vatican Radio)

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Ação Católica Italiana comemora 150 anos com o Papa na Praça

30-04-2017 |

Ação Católica Italiana comemora 150 anos com o Papa na Praça


Cidade do Vaticano (RV) – O domingo (30/04) começou cedo na Praça São Pedro com a chegada, a partir das 7h, de milhares de membros da Ação Católica Italiana para participar de um evento em que comemoram 150 anos da associação. 70 mil pessoas coloriram a Praça e todas as redondenzas do Vaticano, segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé.

‘#AC150 Futuro Presente’ foi o título do encontro feito de música, reflexão, testemunhos e orações. “Uma ocasião única para recordar com gratidão a história que nos precedeu, agradecer por este tempo extraordinário que nos é oferecido agora e projetar um futuro ainda mais bonito”, como definido pela ACI.
Depois de uma estensa volta com o papamóvel, o Pontífice entrou na Praça às 11h e foi recebido pelo aplauso da multidão e por saudações do Presidente da Ação Católica Italiana, Matteo Truffelli, e do Assistente Eclesiástico Geral, Dom Gualtiero Sigismondi, bispo de Foligno, centro da Itália. Depois, foi a vez de Francisco se dirigir aos presentes.
O Pontífice começou lembrando o nascimento da ACI, a partir do sonho de dois jovens, Mario Fani e Giovanni Acquaderni, que se tornou um caminho de fé para muitas gerações e vocação de santidade para tantos jovens e adultos que hoje vivem como felizes testemunhas do amor de Jesus no mundo.
“È uma história bonita e importante de homens e mulheres de todas as idades e condições que apostaram no desejo de viver juntos o encontro com o Senhor, independentemente de sua posição social, preparação cultural e local de proveniência. Com seu esforço e competências, contribuem para construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. É uma história de paixão pelo mundo e pela Igreja: figuras luminosas de fé exemplar, que servem o país com generosidade e coragem”, elogiou Francisco.
“No entanto, ter uma história bonita não serve para se olhar no espelho ou sentar-se comodamente na poltrona!, ressalvou. “Encorajo vocês a prosseguirem como um povo de discípulos-missionários, como nos ensinaram grandes testemunhas de santidade que marcaram o caminho de sua associação: Giuseppe Toniolo, Armida Barelli, Piergiorgio Frassati, Antonietta Meo, Teresio Olivelli e Vittorio Bachelet”.  
Em seguida, Francisco convidou os membros da ACI a enraizarem sua experiência apostólica nas paróquias, que são “o âmbito da escuta da Palavra, do crescimento da vida cristã, do diálogo, do anúncio, da caridade generosa, da adoração e da celebração”.
“Que a sua pertença à diocese e à paróquia se encarne ao longo das ruas das cidades, dos bairros e dos países. E assim como nos últimos 150 anos, sintam a responsabilidade do serviço à caridade, o engajamento político, a paixão educativa e a participação no debate cultural. Ampliem seus corações, sejam viandantes da fé para acolher, escutar e abraçar todos, especialmente os pobres, aqueles que foram feridos pela vida e se sentem abandonados e buscam abrigo em nossas casas e cidades”.
Enfim, o pedido para serem abertos a quem os circunda:
“Busquem sem medo o diálogo com quem vive a seu lado, pensa diferente, mas como vocês, quer a paz, a justiça e a fraternidade. É no diálogo que se pode planejar um futuro comum”, terminou o Papa.  
Assista aqui ao vídeo do hino da ACI:

(CM)
 
(from Vatican Radio)

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No voo de volta, Papa mantém tradição e concede entrevista

30-04-2017 |

No voo de volta, Papa mantém tradição e concede entrevista


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco manteve a tradição e sábado (29/04), no voo de retorno a Roma de Cidade do Cairo, respondeu a algumas perguntas dos jornalistas que participaram da viagem ao Egito (28 e 29/04). A conversa durou cerca de 30 minutos e foram tocados vários temas.

Venezuela
Questionado a respeito de como a Santa Sé e ele, pessoalmente, poderiam ajudar a frear a onda de violência na Venezuela, que até agora já deixou cerca de 30 mortos, o Pontífice assegurou que a Santa Sé está disposta a intervir, mas apenas com “condições claras, com as garantias necessárias”.  
Em dezembro, quatro ex-presidentes de países hispânicos, José Luiz Zapatero (Espanha), Leonel Fernández (República Dominicana), Martin Torrijos (Panamá) e Ernesto Samper (Colômbia), pediram ao Papa que intervisse em favor de um acordo político na Venezuela. A ação da Igreja, no entanto, foi infrutífera:
“Houve intervenção da Santa Sé, a pedido de quatro presidentes que trabalhavam como patrocinadores. E não deu em nada. Ficou do jeito que estava. Não deu em nada porque as propostas não eram aceitas ou se diluíam. Eram um sim sim, mas não não”, afirmou o Papa. “Todos sabemos sobre a difícil situação da Venezuela, um país que gosto muito”, reconheceu, reafirmando que “tudo o que for possível fazer tem de ser feito”.
Refugiados
Já um jornalista alemão questionou sobre a expressão ‘campos de concentração’, usada pelo Papa para definir alguns campos de refugiados na Europa. Francisco colheu a ocasião para reforçar a  sua preocupação com a situação destas pessoas que vivem confinadas “e não podem sair”.
“Há campos de refugiados que são verdadeiros campos de concentração. Alguns talvez estejam na Itália, e em outros locais, mas na Alemanha não, certamente”, disse.
Candidatos à Presidência na França
Sobre as eleições presidenciais na França, o Papa respondeu que desconhece a ‘história’ dos dois candidatos: “Cada país é livre de fazer as suas escolhas. Não posso julgar as escolhas que se fazem e porque se fazem”. No dia 7 de maio, os franceses devem escolher entre o candidato de centro, Emmanuel Macron, e a representante da extrema direita, Marine Le Pen.
Neste sentido, afirmou que “a Europa corre o risco de se desagregar e temos de meditar sobre isso. Há um problema que assusta o continente, que é a imigração. Mas não esqueçamos que a Europa também foi feita de muitos imigrantes”.
Crise Coreia do Norte-EUA
Outra crise mencionada na coletiva a bordo foi a  questão dos armamentos e a Coreia do Norte.
“Esta guerra mundial em pedaços, de que tenho falado há mais de dois anos, tem se expandido e se concentrado em questões que já eram quentes. Há um ano e meio que se sabe dos mísseis da Coreia do Norte, mas agora as coisas se aqueceram”, disse.
A este respeito, o Papa voltou a pedir ‘uma solução diplomática’, mas disse que é hora que a ONU retome a sua liderança porque não tem estado à altura, ‘se tornou muito aguada’: “O caminho é a solução diplomática”, acrescentou, sugerindo que um terceiro país deveria tentar mediar a situação entre a Coreia do Norte e Estados Unidos.
“Há tantos facilitadores no mundo, existem mediadores que se oferecem, como a Noruega, por exemplo”.   
Francisco alertou: “Uma guerra alargada destruirá – não digo a metade – mas grande parte da humanidade e da sua cultura. Seria terrível. Temos que parar”.
Encontro com Presidente Trump
Enfim, o Papa disse estar pronto para encontrar o Presidente dos EUA, Donald Trump, quando o mandatário estiver na Europa no próximo mês. Trump visitará a Sicília nos dias 26 e 27 maio para uma reunião dos líderes das nações mais ricas do mundo (G7).  
Francisco disse não estar ciente de que Washington tenha solicitado um encontro, contudo: “Recebo todos os chefes de Estado que pedem uma audiência”, concluiu. 
(cm)
(from Vatican Radio)

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No voo de volta, Papa mantém tradição e concede entrevista

30-04-2017 |

{$inline_image} No voo de volta, Papa mantém tradição e concede entrevista
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco manteve a tradição e sábado (29/04), no voo de retorno a Roma de Cidade do Cairo, respondeu a algumas perguntas dos jornalistas que participaram da viagem ao Egito (28 e 29/04). A conversa durou cerca de 30 minutos e foram tocados vários temas.

Venezuela
Questionado a respeito de como a Santa Sé e ele, pessoalmente, poderiam ajudar a frear a onda de violência na Venezuela, que até agora já deixou cerca de 30 mortos, o Pontífice assegurou que a Santa Sé está disposta a intervir, mas apenas com “condições claras, com as garantias necessárias”.  
Em dezembro, quatro ex-presidentes de países hispânicos, José Luiz Zapatero (Espanha), Leonel Fernández (República Dominicana), Martin Torrijos (Panamá) e Ernesto Samper (Colômbia), pediram ao Papa que intervisse em favor de um acordo político na Venezuela. A ação da Igreja, no entanto, foi infrutífera:
“Houve intervenção da Santa Sé, a pedido de quatro presidentes que trabalhavam como patrocinadores. E não deu em nada. Ficou do jeito que estava. Não deu em nada porque as propostas não eram aceitas ou se diluíam. Eram um sim sim, mas não não”, afirmou o Papa. “Todos sabemos sobre a difícil situação da Venezuela, um país que gosto muito”, reconheceu, reafirmando que “tudo o que for possível fazer tem de ser feito”.
Refugiados
Já um jornalista alemão questionou sobre a expressão ‘campos de concentração’, usada pelo Papa para definir alguns campos de refugiados na Europa. Francisco colheu a ocasião para reforçar a  sua preocupação com a situação destas pessoas que vivem confinadas “e não podem sair”.
“Há campos de refugiados que são verdadeiros campos de concentração. Alguns talvez estejam na Itália, e em outros locais, mas na Alemanha não, certamente”, disse.
Candidatos à Presidência na França
Sobre as eleições presidenciais na França, o Papa respondeu que desconhece a ‘história’ dos dois candidatos: “Cada país é livre de fazer as suas escolhas. Não posso julgar as escolhas que se fazem e porque se fazem”. No dia 7 de maio, os franceses devem escolher entre o candidato de centro, Emmanuel Macron, e a representante da extrema direita, Marine Le Pen.
Neste sentido, afirmou que “a Europa corre o risco de se desagregar e temos de meditar sobre isso. Há um problema que assusta o continente, que é a imigração. Mas não esqueçamos que a Europa também foi feita de muitos imigrantes”.
Crise Coreia do Norte-EUA
Outra crise mencionada na coletiva a bordo foi a  questão dos armamentos e a Coreia do Norte.
“Esta guerra mundial em pedaços, de que tenho falado há mais de dois anos, tem se expandido e se concentrado em questões que já eram quentes. Há um ano e meio que se sabe dos mísseis da Coreia do Norte, mas agora as coisas se aqueceram”, disse.
A este respeito, o Papa voltou a pedir ‘uma solução diplomática’, mas disse que é hora que a ONU retome a sua liderança porque não tem estado à altura, ‘se tornou muito aguada’: “O caminho é a solução diplomática”, acrescentou, sugerindo que um terceiro país deveria tentar mediar a situação entre a Coreia do Norte e Estados Unidos.
“Há tantos facilitadores no mundo, existem mediadores que se oferecem, como a Noruega, por exemplo”.   
Francisco alertou: “Uma guerra alargada destruirá – não digo a metade – mas grande parte da humanidade e da sua cultura. Seria terrível. Temos que parar”.
Encontro com Presidente Trump
Enfim, o Papa disse estar pronto para encontrar o Presidente dos EUA, Donald Trump, quando o mandatário estiver na Europa no próximo mês. Trump visitará a Sicília nos dias 26 e 27 maio para uma reunião dos líderes das nações mais ricas do mundo (G7).  
Francisco disse não estar ciente de que Washington tenha solicitado um encontro, contudo: “Recebo todos os chefes de Estado que pedem uma audiência”, concluiu. 
(cm)
(from Vatican Radio)

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Papa ao clero: a inveja é um câncer que arruína o corpo

29-04-2017 |

Papa ao clero: a inveja é um câncer que arruína o corpo


Cairo (RV) – O Papa Francisco encontrou-se, na tarde deste sábado (29/04), no Seminário Patriarcal, no Cairo, com o clero, religiosos e seminaristas para um encontro de oração. 
Francisco manifestou a alegria de estar ali naquele lugar “onde se formam os sacerdotes e que representa o coração da Igreja Católica no Egito”. O Pontífice saudou os sacerdotes, consagrados e consagradas do pequeno rebanho católico no Egito – “o «fermento» que Deus prepara para esta terra abençoada, a fim de que, juntamente com os nossos irmãos ortodoxos, cresça nela o seu Reino” .
O Papa os encorajou e agradeceu pelo “testemunho e pelo bem que fazem a cada dia, trabalhando no meio de muitos desafios e, frequentemente, poucas consolações”.
“Não tenham medo do peso do dia-a-dia, do peso das circunstâncias difíceis que alguns de vocês têm de atravessar. Veneramos a Santa Cruz, instrumento e sinal da nossa salvação. Quem escapa da cruz, escapa da Ressurreição”, disse Francisco.
 
“Trata-se de crer, testemunhar a verdade, semear e cultivar sem esperar pela colheita. Na realidade, nós recolhemos os frutos de muitos outros, consagrados e não consagrados, que generosamente trabalharam na vinha do Senhor: a sua história está cheia deles!”
“No meio de muitos motivos de desânimo e por entre tantos profetas de destruição e condenação, no meio de numerosas vozes negativas e desesperadas, sejam uma força positiva, sejam luz e sal desta sociedade; sejam a locomotiva que faz o trem avançar para a meta; sejam semeadores de esperança, construtores de pontes, obreiros de diálogo e de concórdia”, sublinhou o Papa.
“Isto é possível se a pessoa consagrada não ceder às tentações que todos os dias encontra no seu caminho”, como “a tentação do deixar-se arrastar e não guiar, a tentação de lamentar-se continuamente, a tentação da crítica e da inveja, a tentação de se comparar com os outros, a tentação do «faraonismo, a tentação do individualismo e a tentação de caminhar sem bússola nem objetivo”.
A propósito da inveja, o Papa disse que “o perigo é sério, quando a pessoa consagrada, em vez de ajudar os pequenos a crescer e a alegrar-se com os sucessos dos irmãos e irmãs, se deixa dominar pela inveja tornando-se uma pessoa que fere os outros com a crítica. A inveja é um câncer que arruína qualquer corpo em pouco tempo”. 
Em relaçao ao «faraonismo», Francisco sublinhou que isso significa “endurecer o coração e fechá-lo ao Senhor e aos irmãos. É a tentação de se sentir acima dos outros e, consequentemente, de os submeter a si por vanglória; de ter a presunção de ser servido em vez de servir”.
“Queridos consagrados, não é fácil resistir a estas tentações, mas é possível se estivermos enxertados em Jesus: quanto mais enraizados estivermos em Cristo, tanto mais vivos e fecundos seremos. Só assim a pessoa consagrada pode conservar a capacidade de maravilhar-se, a paixão do primeiro encontro, o fascínio e a gratidão na sua vida com Deus e na sua missão. Da qualidade da nossa vida espiritual depende a da nossa consagração.”
O Papa concluiu, afirmando que “o Egito contribuiu para enriquecer a Igreja com o tesouro inestimável da vida monástica. Exorto-os a beber do exemplo de São Paulo o Eremita, de Santo Antão, dos Santos Padres do deserto, dos numerosos monges que abriram, com a sua vida e o seu exemplo, as portas do céu a muitos irmãos e irmãs; e assim também vocês poderão ser luz e sal, isto é, motivo de salvação para si mesmos e para todos os outros, fiéis e não fiéis, de modo especial para os últimos, os necessitados, os abandonados e os descartados”.
(MJ)
(from Vatican Radio)

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Papa no encontro Ecumênico no Cairo – discurso integral

29-04-2017 |

Papa no encontro Ecumênico no Cairo – discurso integral


Cairo (RV) – Íntegra do pronunciamento do Papa Francisco no encontro com Tawadros II, Papa da Igreja Copta Ortodoxa e Patriarca da Sé de São Marcos.
“Al Massih kam, bilhakika kam (O Senhor ressuscitou; ressuscitou verdadeiramente)!
Santidade, Irmão caríssimo!
Ocorreu há poucos dias a grande solenidade da Páscoa, centro da vida cristã, que, este ano, tivemos a graça de celebrar no mesmo dia. Assim proclamamos em uníssono o anúncio da Ressurreição, revivendo de certo modo a experiência dos primeiros discípulos, que naquele dia, juntos, «se encheram de alegria por verem o Senhor» (Jo 20, 20). Hoje, esta alegria pascal é enriquecida pelo dom de adorarmos, juntos, o Ressuscitado na oração e por trocarmos novamente, em seu nome, o ósculo santo e o abraço de paz. Sinto-me muito grato por isto: ao chegar aqui como peregrino, tinha a certeza de receber a bênção dum Irmão que me esperava. Grande era a expectativa de nos encontrarmos: com efeito conservo bem viva a lembrança da visita de Vossa Santidade a Roma, pouco depois da minha eleição no dia 10 de maio de 2013, uma data que felizmente se tornou ocasião para celebrar anualmente o Dia da Amizade Copto-Católica.
Na alegria de continuar fraternalmente o nosso caminho ecuménico, desejo recordar, antes de mais nada, aquele marco nas relações entre a Sé de Pedro e a de Marcos que é a Declaração Comum assinada pelos nossos Predecessores, há mais de quarenta anos, em 10 de maio de 1973. Naquele dia, depois de «séculos de história difícil», em que «surgiram diferenças teológicas, que foram alimentadas e acentuadas por fatores de caráter não-teológico» e por uma difidência cada vez mais generalizada nas relações, com a ajuda de Deus chegou-se a reconhecer, juntos, que Cristo é «perfeito Deus, quanto à sua divindade, e perfeito homem, quanto à sua humanidade» (Declaração Comum, assinada pelo Santo Padre Paulo VI e por Sua Santidade Amba Shenouda III, 10 de maio 1973). Mas, não menos importantes e atuais são as palavras imediatamente anteriores, com que reconhecemos «Nosso Senhor e Deus e Salvador e Rei de todos nós, Jesus Cristo». Com estas expressões, a Sé de Marcos e a de Pedro proclamaram o domínio de Jesus: juntos, confessamos que pertencemos a Jesus e que Ele é o nosso tudo.
Além disso compreendemos que, sendo seus, já não podemos pensar em avançar cada um pela sua estrada, porque trairíamos a sua vontade: que os seus «sejam todos um só (…), para que o mundo creia» (Jo 17, 21). Na presença do Senhor, que nos deseja «perfeitos na unidade» (Jo 17, 23), já não podemos esconder-nos atrás de desculpas de divergências de interpretação, nem atrás de séculos de história e tradições que nos tornaram estranhos. Como aqui disse Sua Santidade João Paulo II: «Não devemos perder tempo a este propósito! A nossa comunhão no único Senhor Jesus Cristo, no único Espírito Santo e no único Batismo já representa uma realidade profunda e essencial» (Discurso durante o Encontro Ecumênico, 25 de fevereiro de 2000, 4-5). Neste sentido, há não só um ecumenismo feito de gestos, palavras e compromisso, mas uma comunhão já efetiva, que cresce dia-a-dia no relacionamento vivo com o Senhor Jesus, está enraizada na fé professada e funda-se realmente no nosso Batismo, em sermos n’Ele «novas criaturas» (cf. 2 Cor 5, 17): em suma, «um só Senhor, uma só fé, um só Batismo» (Ef 4, 5). Daqui havemos de partir sempre de novo, para apressar o dia tão desejado em que estaremos em comunhão plena e visível no altar do Senhor.
Neste caminho apaixonante, que – como a vida – nem sempre é fácil e linear, mas no qual o Senhor nos exorta a prosseguir, não estamos sozinhos. Acompanha-nos uma série enorme de Santos e Mártires que, já plenamente unidos, nos impelem a sermos aqui na terra uma imagem viva da «Jerusalém do Alto» (Gl 4, 26). Dentre eles, hoje certamente se alegram de modo particular com o nosso encontro São Pedro e São Marcos. Grande é o vínculo que os une. Basta pensar no facto de São Marcos ter colocado no coração do seu Evangelho a profissão de fé de Pedro: «Tu és o Messias». Foi a resposta à pergunta, sempre atual, de Jesus: «E vós quem dizeis que Eu sou?» (Mc 8, 29). Ainda hoje há muitas pessoas que não sabem responder a esta pergunta; falta até mesmo quem a suscite e sobretudo quem ofereça, em resposta, a alegria de conhecer Jesus, a mesma alegria com que temos a graça de O confessarmos juntos.
Assim, juntos, somos chamados a testemunhá-Lo, a levar ao mundo a nossa fé, antes de tudo segundo o modo que é próprio da fé: vivendo-a, porque a presença de Jesus transmite-se com a vida e fala a linguagem do amor gratuito e concreto. Possam coptas ortodoxos e católicos falar juntos, sempre mais, esta língua comum da caridade: antes de empreender uma iniciativa benfazeja, seria bom perguntar-nos se a poderemos realizar com os nossos irmãos e irmãs que compartilham a fé em Jesus. Assim, construindo a comunhão com o testemunho vivido na existência diária concreta, o Espírito não deixará de abrir caminhos providenciais e inesperados de unidade.
É com este espírito apostólico construtivo que Vossa Santidade continua a reservar uma atenção genuína e fraterna para com a Igreja Copta Católica: uma proximidade de que lhe estou muito grato e que encontrou louvável expressão no Conselho Nacional das Igrejas Cristãs, que criou a fim de os crentes em Jesus poderem agir cada vez mais unidos em benefício de toda a sociedade egípcia. Muito apreciei também a generosa hospitalidade oferecida ao 13º encontro da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas Orientais, que aqui teve lugar no ano passado por vosso convite. É um bom sinal que o sucessivo encontro se tenha realizado este ano em Roma, como que a expressar uma particular continuidade entre as Sés de Marcos e de Pedro.
Na Sagrada Escritura, Pedro parece retribuir de algum modo o afeto de Marcos designando-o por «meu filho» (1 Ped 5, 13). Mas os laços fraternos do Evangelista e a sua atividade apostólica têm a ver também com São Paulo, que, antes de morrer martirizado em Roma, fala de Marcos como prestando grande ajuda no ministério (cf. 2 Tm 4, 11) e cita-o mais de uma vez (cf. Flm 24; Col 4, 10). Caridade fraterna e comunhão de missão: tais são as mensagens que nos confiam a Palavra divina e as nossas origens. São as sementes do Evangelho, que temos a alegria de continuar a regar e, com a ajuda de Deus, fazer crescer juntos (cf. 1 Cor 3, 6-7).
O amadurecimento do nosso caminho ecumênico é sustentado, de modo misterioso e muito atual, também por um verdadeiro e próprio ecumenismo do sangue. São João escreve que Jesus veio «com água e com sangue» (1 Jo 5, 6); quem acredita n’Ele, assim «vence o mundo» (1 Jo 5, 5). Com água e sangue: vivendo uma vida nova no nosso Batismo comum, uma vida de amor incessante e por todos, mesmo à custa do sacrifício do sangue. Desde os primeiros séculos do cristianismo, nesta terra, quantos mártires viveram a fé heroicamente e até ao extremo, preferindo derramar o sangue que negar o Senhor e ceder às adulações do mal ou mesmo só à tentação de responder ao mal com o mal! Bem o testemunha o venerável Martirológio da Igreja Copta. Ainda há pouco, infelizmente, o sangue inocente de fiéis inermes foi cruelmente derramado: o seu sangue inocente nos une. Caríssimo Irmão, assim como é única a Jerusalém celeste, assim também é único o nosso martirológio, e os vossos sofrimentos são também os nossos sofrimentos. Fortalecidos pelo vosso testemunho, trabalhemos por nos opor à violência, pregando e semeando o bem, fazendo crescer a concórdia e mantendo a unidade, rezando a fim de que tantos sacrifícios abram o caminho para um futuro de plena comunhão entre nós e de paz para todos.
A maravilhosa história de santidade desta terra não é peculiar só pelo sacrifício dos mártires. Logo que terminaram as perseguições antigas, surgiu uma forma nova de vida que, doada ao Senhor, nada retinha para si: no deserto, começou o monaquismo. Assim, aos grandes sinais que antigamente Deus realizara no Egito e no Mar Vermelho (cf. Sal 106/105, 21-22), seguiu-se o prodígio duma vida nova, que fez o deserto florir de santidade. Com veneração por este património comum, vim como peregrino a esta terra, onde o próprio Senhor gosta de vir: aqui, glorioso, desceu sobre o Monte Sinai (cf. Ex 24, 16); aqui, humilde, encontrou refúgio quando era criança (cf. Mt 2, 14).
Santidade, Irmão caríssimo, o mesmo Senhor nos conceda a graça de recomeçar hoje, juntos, como peregrinos de comunhão e arautos de paz. Neste caminho, tome-nos pela mão Aquela que aqui acompanhou Jesus e que a grande tradição teológica egípcia aclamou, desde a antiguidade, como Theotokos, Mãe de Deus. Neste título, unem-se admiravelmente a humanidade e a divindade, porque, na Mãe, Deus fez-Se para sempre homem. A Virgem Santa, que sempre nos leva a Jesus, sinfonia perfeita do divino com o humano, traga ainda um pouco de Céu sobre a nossa terra”.
(from Vatican Radio)

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Papa Francisco visitou a Igreja Copta de São Paulo, no Cairo

29-04-2017 |

Papa Francisco visitou a Igreja Copta de São Paulo, no Cairo


A última etapa do primeiro dia da viagem do Papa Francisco ao Egipto foi a visita de cortesia ao seu homólogo da Igreja Copto-ortodoxa, Papa Tawadros II.
Nas palavras que proferiu (ver sector Vaticano), Francisco frisou que o sangue inocente dos mártires une os cristãos. É preciso opor-se à violência pregando o bem e fazendo juntos iniciativas de caridade.
“Caríssimo irmão – disse, dirigindo-se ao Papa Tawadros II – tal como única é a Jerusalém celeste, único também é o nosso martirológio, e os vossos sofrimentos são também os nossos, o seu sangue inocente nos une. Reforçados pelo vosso testemunho, empenhemo-nos na oposição à violência, pregando e semeando o bem, fazendo crescer a concórdia e mantendo a unidade, pregando a fim de que tantos sacrifícios abram caminho a um futuro de plena comunhão entre nós e de paz para todos”.
No final do encontro, para além da assinatura duma importante Declaração comum, houve também uma troca de dons. Seguiu-se depois a procissão em direcção à vizinha Igreja de São Pedro e Paulo, atingida a 11 de Dezembro passado por um atentado suicida do Isis, e que ceifou a vida a 29 pessoas. No átrio Francisco prestou homenagem em frente do lugar que recorda as vítimas. Depois houve de uma oração ecuménica  juntamente com outros chefes religiosos cristãos, tendo-se concluído com a deposição de uma coroa de flores e o acendimento de uma vela.
Já à noitinha o Papa transferiu-se para a Nunciatura Apostólica, onde foi acolhido por um grupo de crianças de uma Escola dos Missionários Combonianos do Cairo. Depois do jantar, o Papa abençoou um grupo de cerca de 300 jovens, reunidos na Praça em frente, vindos em peregrinação de vários partes do País para se encontrar com o Pontífice. 
(DA)
(from Vatican Radio)

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