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[ARTIGO] A Igreja, mãe de vocações

14-04-2016 | Por Dom Adelar Baruffi, Bispo de Cruz Alta

Foto: Arquidiocese de BH

Foto: Arquidiocese de BH

O quarto domingo do Tempo Pascal, conhecido como Domingo do Bom Pastor, é o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Este ano é sua 53º edição. Para ajudar nossas comunidades a refletir e rezar pelas vocações, nosso Papa escreveu uma mensagem onde aborda “A Igreja, mãe de vocações”. Quer ressaltar a mediação comunitária de todas as vocações.

O dinamismo vocacional tem sua base humana, no êxodo de si mesmo, para fazer da vida um serviço. Este dinamismo é, sobretudo, um diálogo com Deus, que nos precede com seu amor e nos chama. É um diálogo que passa pelo discernimento e incentivo da comunidade de fé. “A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária. Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois dum certo amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação. O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação histórica do seu povo santo”, diz o Papa.  Leia mais »

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Nossa Páscoa na Páscoa de Cristo: Ele é o vivente!

27-03-2016 | Por Pe. Sandro Alves Teixeira Lima*

“[...]esses sinais foram escritos para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome [...]” (cf. Jo 20,31)

“[…]esses sinais foram escritos para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome […]” (cf. Jo 20,31)

No dia 10 de fevereiro, com a celebração da quarta-feira de cinzas e abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016, com o tema “Casa Comum: nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24) iniciamos uma peregrinação de quarenta dias, isto é, a quaresma. Tempo de revisão, reflexão e conversão nos preparando para celebrar com todo afinco o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No entanto, uma questão nos instiga: o que é mesmo ressurreição?

Recorramos ao dicionário Aurélio de Holanda (2007), e ele responde que ressurreição é o ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar. Ao descrever sobre o verbo ressuscitar diz que nada mais é, senão,fazer voltar à vida; dar nova existência a; fazer reaparecer; tornar a viver, após ter morrido. Como entender tudo isto? Onde está o sentido desta nova existência?

Cantamos, em nossas comunidades, que “a Palavra de Deus não passa por nós sem deixar um sinal”, ou seja, o sentido. Então, ao visitar os evangelhos sinóticos (Mt 28 1-10; Mc 16, 1-8; Lc 24, 1-12), e o evangelho joanino (20, 1-10), encontramos os relatos da ressurreição de Jesus Cristo. Dessa leitura, começa a surgir para nós uma luz, ressurreição de Jesus Cristo, que vai dizer ao centurião Nicodemos de que verdadeiramente Ele é o Filho de Deus. Surge, assim, mais hipótese, a ideia da ressurreição como ação de Deus.  Leia mais »

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Queima ou Malhação do Judas

26-03-2016 | Por Pe. Eutrópio Aécio*

judinhas

A prática de malhar o Judas veio da tradição ibérica que aqui chegou com a colonização portuguesa.

Sabemos pela história que o Brasil é uma mescla de várias culturas. Vários elementos culturais se fundiram, criando assim diversas manifestações folclóricas e religiosas. E isso é muito bonito, pois expressa a beleza, a riqueza e a resistência do povo que “teima em celebrar, em festejar” mesmo em tempos difíceis.

Em se tratando de religião, devemos lembrar também que há aquela religião chamada “oficial”, regida pelas normas da Igreja e, paralela a esta, e não necessariamente contraditória, encontraremos uma “religiosidade popular” que mistura elementos folclóricos junto à fé cristã. Sobre essa religiosidade popular os bispos latino-americanos no Documento de Aparecida expressaram – fazendo eco às palavras do papa João Paulo II – que esta religiosidade se constitui um “verdadeiro tesouro” da Igreja Católica neste continente. Ela é um local de encontro com o Cristo vivo! Contudo, faz-se também menção da necessária “purificação e evangelização” desta piedade popular.  Leia mais »

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Sexta-feira Santa: “ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo”

25-03-2016 | Por Pe. Waldech Gondim*

“EIS O LENHO DA CRUZ, DO QUAL PENDEU A SALVAÇÃO DO MUNDO”

“EIS O LENHO DA CRUZ, DO QUAL PENDEU A SALVAÇÃO DO MUNDO”

Sexta-feira da Paixão. Estamos no segundo dia do Tríduo Pascal. Como desdobramento da Ceia do Senhor e do lava-pés, hoje contemplamos o desenlace trágico da vida de Jesus que, tendo sido traído por um beijo e, consequentemente, julgado e condenado à morte, entregou a sua vida como uma oferenda amorosa e agradável a Deus. O evangelista João destaca neste momento a liberdade total e autêntica de Jesus: “ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo” (Jo 10,18)

A tradição popular soube associar os sofrimentos do povo aos de Cristo na cruz, traduzindo-os numa riqueza inumerável de gestos e cantorias que expressam o esforço e a piedade humana em corresponder ao sacrifício do Senhor.  Leia mais »

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Quinta-feira Santa: Eucaristia, sacramento do amor e do serviço ao próximo

24-03-2016 | Por Pe. Antônio dos Santos Meira*

“Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. (Jo 13,1)

“Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. (Jo 13,1)

A celebração da Semana Santa encontra seu ápice no Tríduo Pascal, o coração da fé cristã, que compreende a Quinta-feira Santa, dia da instituição da eucaristia; a sexta-feira da paixão, dia da crucificação e morte do Senhor e sábado santo, dia da solene Vigília Pascal, na qual a Igreja celebra a vitória de Cristo ressuscitado sobre as trevas do pecado e da morte. Esses três dias formam a grande celebração do mistério pascal de Cristo, memorial da sua paixão, morte e ressurreição.

Na oportunidade queremos refletir sobre a quinta-feira santa, o primeiro dia do Tríduo pascal. Um dia liturgicamente solene e festivo para a Igreja, pois volta-se a cantar o glória, depois de ter ficado todo o período quaresmal sem cantá-lo; usa-se a cor litúrgica branco e embeleza o espaço celebrativo com belas flores para o nosso encontro íntimo e amoroso com o Senhor Jesus que se dá a nós como alimento de vida eterna na Eucaristia, o mais belo sacramento do amor e do serviço ao próximo.  Leia mais »

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Terça-feira Santa: as sete dores Nossa Senhora

22-03-2016 | Por Pe. Reinaldo Reis de Oliveira*

Pe. Reinaldo reflete as dores da Virgem Maria

Pe. Reinaldo reflete as dores da Virgem Maria

O dia de terça-feira da última semana que Jesus passou na terra, antes da Sua morte na cruz, foi, sem dúvida, o mais movimentado do Seu ministério.

O dia começou bem cedo, com a saída de Jesus e Seus discípulos de Betânia para Jerusalém, e terminou pela noite adentro, num jantar, em Betânia, onde Maria unge Jesus para a sepultura e de onde Judas sai possuído por Satanás, para trair o seu Mestre, entregando-o aos principais dos sacerdotes e capitães do templo (Lucas 22,1-6).

É um dia terrivelmente desgastante e que só Jesus, o Senhor, podia concretizar. Ele foi fiel, concreto e objetivo. Nada deixou por fazer. “Tudo está consumado”. É o terceiro dia da Semana Santa, onde são celebradas as Sete dores de Nossa Senhora Virgem Maria.  Leia mais »

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Segunda-feira Santa Um gesto sublime de superação

21-03-2016 | Por Pe. Arnaldo Josias da Silva SM*

 Maria unge os pés de Jesus. Isso nos remete à morte de Jesus, mas o aroma do perfume caro encobre o odor da morte.

Maria unge os pés de Jesus. Isso nos remete à morte de Jesus, mas o aroma do perfume caro encobre o odor da morte.

A Segunda-feira é o segundo dia da Semana Santa, seguinte ao Domingo de Ramos, no qual se recorda a prisão de Jesus Cristo e seus últimos dias de vida terrena. Por isso é um dia propício para vivenciarmos mais o amor de Deus e o amor ao próximo. Quantas pessoas em nossa sociedade ainda precisam ser libertadas das prisões? Muitas vezes prisioneiras em si mesmas, no seu egoísmo. Jesus nos propõe abrir mais o horizonte de fé.  Leia mais »

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Domingo de Ramos: a obediência de Jesus

20-03-2016 | Por Pe. Paulo Henrique Neves de Souza*

O Domingo de ramos é celebrado hoje, dia 20, em toda a Igreja.

O Domingo de ramos é celebrado hoje, dia 20, em toda a Igreja.

Todos os anos, iniciamos a semana Santa com a celebração do domingo de Ramos. Na liturgia deste dia, os fieis são motivados e conduzidos a dois momentos de singular importância. No primeiro momento, se faz a bênção dos ramos trazidos pelos fieis e a leitura do evangelho segundo o qual Jesus entra na cidade Santa de Jerusalém e é aclamado por todo o povo com gritos de louvação – Lucas 19, 28 – 40.

Jesus é chamado pelo povo com o título de Rei de Israel, Filho de Davi, que montado em um jumentinho, símbolo da humildade, mostra ao mundo o verdadeiro sentido do seu reinado: humildade e amor acima de tudo.  Leia mais »

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Jejum: equilíbrio espiritual

22-02-2016 | Por Pe. Jordano Viana Fernandes

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

“Quando jejuares, unge tua cabeça e lava teu rosto, para que os homens não percebam que estás jejuando, mas apenas teu Pai, que está lá no segredo; e teu Pai, que vê no segredo, te recompensará” (Mt 6, 17-18).

Para que nos serve o jejum? Durante toda a quaresma encontramos esta atitude numa leitura bíblica ou noutra. Faz-se mister, ora, questionarmo-nos a esse respeito. Algumas pessoas, quando se aproxima o Tempo da Quaresma, começam a pensar em que jejum deve realizar. Abstem-se de carne vermelha, argumentando não comer qualquer alimento que recorde o derramamento de sangue; outras deixam de comer massa ou qualquer outra delícia gastronômica. Ouvem-se também alguns exemplos de pessoas determinadas a não comer alimentos não nutritivos, mas saborosos. Algumas argumentam serem necessários todos os 40 dias com o respectivo jejum. Os mais liberais optam apenas para a Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira da Paixão e nada mais.  Leia mais »

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O que muda nas celebrações no Tempo da quaresma?

18-02-2016 | Por Pe. João Silva de Sá Teles

No período da quaresma, algumas mudanças colaboram para melhor vivenciarmos esse tempo. Foto: Luan Vinicius Ferreira/PASCOM

No período da quaresma, algumas mudanças colaboram para melhor vivenciarmos esse tempo. Foto: Luan Vinicius Ferreira/PASCOM

Estimado leitor!

Com a celebração da Quarta-feira de Cinzas, iniciamos o caminho quaresmal. É um caminho marcado pela oração, caridade e penitência. Quer nos preparar para celebrarmos, jubilosos, a Ressurreição do Crucificado e, na vigília pascal, renovarmos o nosso batismo.

Para esta preparação convém perguntar-nos: O que muda nas celebrações no Tempo da quaresma?

Durante essa caminhada, recebemos da Liturgia da nossa Igreja as seguintes orientações:  Leia mais »

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