Artigos

Quinta-feira Santa: Eucaristia, sacramento do amor e do serviço ao próximo

24-03-2016 | Por Pe. Antônio dos Santos Meira*

“Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. (Jo 13,1)

“Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. (Jo 13,1)

A celebração da Semana Santa encontra seu ápice no Tríduo Pascal, o coração da fé cristã, que compreende a Quinta-feira Santa, dia da instituição da eucaristia; a sexta-feira da paixão, dia da crucificação e morte do Senhor e sábado santo, dia da solene Vigília Pascal, na qual a Igreja celebra a vitória de Cristo ressuscitado sobre as trevas do pecado e da morte. Esses três dias formam a grande celebração do mistério pascal de Cristo, memorial da sua paixão, morte e ressurreição.

Na oportunidade queremos refletir sobre a quinta-feira santa, o primeiro dia do Tríduo pascal. Um dia liturgicamente solene e festivo para a Igreja, pois volta-se a cantar o glória, depois de ter ficado todo o período quaresmal sem cantá-lo; usa-se a cor litúrgica branco e embeleza o espaço celebrativo com belas flores para o nosso encontro íntimo e amoroso com o Senhor Jesus que se dá a nós como alimento de vida eterna na Eucaristia, o mais belo sacramento do amor e do serviço ao próximo.  Leia mais »

Artigos

Terça-feira Santa: as sete dores Nossa Senhora

22-03-2016 | Por Pe. Reinaldo Reis de Oliveira*

Pe. Reinaldo reflete as dores da Virgem Maria

Pe. Reinaldo reflete as dores da Virgem Maria

O dia de terça-feira da última semana que Jesus passou na terra, antes da Sua morte na cruz, foi, sem dúvida, o mais movimentado do Seu ministério.

O dia começou bem cedo, com a saída de Jesus e Seus discípulos de Betânia para Jerusalém, e terminou pela noite adentro, num jantar, em Betânia, onde Maria unge Jesus para a sepultura e de onde Judas sai possuído por Satanás, para trair o seu Mestre, entregando-o aos principais dos sacerdotes e capitães do templo (Lucas 22,1-6).

É um dia terrivelmente desgastante e que só Jesus, o Senhor, podia concretizar. Ele foi fiel, concreto e objetivo. Nada deixou por fazer. “Tudo está consumado”. É o terceiro dia da Semana Santa, onde são celebradas as Sete dores de Nossa Senhora Virgem Maria.  Leia mais »

Artigos

Segunda-feira Santa Um gesto sublime de superação

21-03-2016 | Por Pe. Arnaldo Josias da Silva SM*

 Maria unge os pés de Jesus. Isso nos remete à morte de Jesus, mas o aroma do perfume caro encobre o odor da morte.

Maria unge os pés de Jesus. Isso nos remete à morte de Jesus, mas o aroma do perfume caro encobre o odor da morte.

A Segunda-feira é o segundo dia da Semana Santa, seguinte ao Domingo de Ramos, no qual se recorda a prisão de Jesus Cristo e seus últimos dias de vida terrena. Por isso é um dia propício para vivenciarmos mais o amor de Deus e o amor ao próximo. Quantas pessoas em nossa sociedade ainda precisam ser libertadas das prisões? Muitas vezes prisioneiras em si mesmas, no seu egoísmo. Jesus nos propõe abrir mais o horizonte de fé.  Leia mais »

Artigos

Domingo de Ramos: a obediência de Jesus

20-03-2016 | Por Pe. Paulo Henrique Neves de Souza*

O Domingo de ramos é celebrado hoje, dia 20, em toda a Igreja.

O Domingo de ramos é celebrado hoje, dia 20, em toda a Igreja.

Todos os anos, iniciamos a semana Santa com a celebração do domingo de Ramos. Na liturgia deste dia, os fieis são motivados e conduzidos a dois momentos de singular importância. No primeiro momento, se faz a bênção dos ramos trazidos pelos fieis e a leitura do evangelho segundo o qual Jesus entra na cidade Santa de Jerusalém e é aclamado por todo o povo com gritos de louvação – Lucas 19, 28 – 40.

Jesus é chamado pelo povo com o título de Rei de Israel, Filho de Davi, que montado em um jumentinho, símbolo da humildade, mostra ao mundo o verdadeiro sentido do seu reinado: humildade e amor acima de tudo.  Leia mais »

Artigos

Jejum: equilíbrio espiritual

22-02-2016 | Por Pe. Jordano Viana Fernandes

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

“Quando jejuares, unge tua cabeça e lava teu rosto, para que os homens não percebam que estás jejuando, mas apenas teu Pai, que está lá no segredo; e teu Pai, que vê no segredo, te recompensará” (Mt 6, 17-18).

Para que nos serve o jejum? Durante toda a quaresma encontramos esta atitude numa leitura bíblica ou noutra. Faz-se mister, ora, questionarmo-nos a esse respeito. Algumas pessoas, quando se aproxima o Tempo da Quaresma, começam a pensar em que jejum deve realizar. Abstem-se de carne vermelha, argumentando não comer qualquer alimento que recorde o derramamento de sangue; outras deixam de comer massa ou qualquer outra delícia gastronômica. Ouvem-se também alguns exemplos de pessoas determinadas a não comer alimentos não nutritivos, mas saborosos. Algumas argumentam serem necessários todos os 40 dias com o respectivo jejum. Os mais liberais optam apenas para a Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira da Paixão e nada mais.  Leia mais »

Artigos

O que muda nas celebrações no Tempo da quaresma?

18-02-2016 | Por Pe. João Silva de Sá Teles

No período da quaresma, algumas mudanças colaboram para melhor vivenciarmos esse tempo. Foto: Luan Vinicius Ferreira/PASCOM

No período da quaresma, algumas mudanças colaboram para melhor vivenciarmos esse tempo. Foto: Luan Vinicius Ferreira/PASCOM

Estimado leitor!

Com a celebração da Quarta-feira de Cinzas, iniciamos o caminho quaresmal. É um caminho marcado pela oração, caridade e penitência. Quer nos preparar para celebrarmos, jubilosos, a Ressurreição do Crucificado e, na vigília pascal, renovarmos o nosso batismo.

Para esta preparação convém perguntar-nos: O que muda nas celebrações no Tempo da quaresma?

Durante essa caminhada, recebemos da Liturgia da nossa Igreja as seguintes orientações:  Leia mais »

Artigos

[ARTIGO] Ser e viver

18-02-2016 | Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A vida é cheia de novidades e surpresas. Isto faz parte da dinâmica da sociedade, porque ela provoca as pessoas para reagir e descobrir situações novas. Também é o que dá sentido para o existir e o bem viver com qualidade. Há o perigo da pessoa se fechar no próprio individualismo e não conseguir ser feliz plenamente. É fundamental o relacionamento social e a abertura para o outro.

Existe alguma coisa de especial no ser da pessoa humana. Não é apenas sentimento vazio, mas um verdadeiro mistério que a faz ser algo diferente e viver sem muito controle das coisas que acontecem em seu redor e na sua própria vida. É o caso do sentimento de medo que atinge a população nos últimos tempos. Somos influenciados pela situação social de insegurança.

Mas não podemos ser reféns do medo, mesmo conscientes de nossa vulnerabilidade e incapacidade para nos defender. A sensação é de dizer a frase popular: “É Deus que nos defende”. Para quem tem fé, realmente tem sentido, porque a criminalidade vem sendo como um “câncer” na sociedade moderna. Ela é inesperada e a população é surpreendida a todo instante, sem poder reagir.  Leia mais »

Artigos

[ARTIGO] O combate ao aedes aegypti

17-02-2016 | Por Dom Murilo S.R. Krieger, scj Arcebispo de Salvador

Mosquito Aedes Aegypti

Mosquito Aedes Aegypti

Dois anos atrás, as Igrejas Cristãs que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – Conic assumiram a responsabilidade de preparar a Campanha da Fraternidade (CF) de 2016. Ao refletir sobre o tema que deveriam escolher, concluíram que precisaria girar em torno do direito que todas as pessoas têm ao saneamento básico. Na fase de preparação do texto-base, foi publicada a encíclica “Laudato si – sobre o cuidado da casa comum”, do Papa Francisco. Foi natural, pois, que as reflexões papais acabassem iluminando vários parágrafos do texto.

Lançada a CF-2016, percebe-se quanto o tema que aborda é oportuno e atual. Nosso país enfrenta as consequências da “vergonhosa realidade do saneamento básico”: a multiplicação do mosquito “aedes aegypti”, transmissor da dengue, do vírus zika e do chikungunya.

Preocupada com os desdobramentos dessa situação, e convicta da necessidade de “um grande mutirão, que envolva todos os setores da sociedade”, a CNBB, através de seu Conselho Episcopal Pastoral, aprovou uma mensagem para a sociedade. Afinal, somente nos mobilizando “seremos capazes de vencer estas doenças que atingem, sem distinção, toda a população brasileira”.

Da Mensagem da CNBB, chamo a atenção para cinco pontos:  Leia mais »

Artigos

[ARTIGO] Casa comum: nossa responsabilidade

07-02-2016 | Dom Canísio Klaus/Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

Cartaz Campanha da Fraternidade 2016

Cartaz Campanha da Fraternidade 2016

Na quarta-feira de cinzas as igrejas cristãs articuladas de forma ecumênica lançam a Campanha da Fraternidade de 2016. O enfoque é o saneamento básico, com o intuito de garantir a integridade e o futuro de nossa Casa Comum que é o Planeta Terra. É claro que o saneamento básico por si só não irá garantir o futuro da vida, mas “é condição para se obter resultados satisfatórios na luta para a erradicação da pobreza e da fome, para a redução da mortalidade infantil e pela sustentabilidade ambiental” (Texto-Base da CF, n. 21). O saneamento básico deve vir acompanhado de várias outras ações, tais como evitar o consumismo e o desperdício de alimentos e preservar a biodiversidade.

A frase motivadora da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 é tirada do Livro de Amós (5,25): “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. “Nem sempre estamos atentos para atitudes simples, por exemplo, o descarte correto do lixo, ligar nossas casas às redes de esgoto, cuidar da água, entre outras. A falta desses cuidados fere a Criação, de forma que, no lugar de flores, jardins e frutos diversos vemos esgoto a céu aberto, rios poluídos e monoculturas. A diversidade e a beleza da Criação desaparecem, e a terra que era alegre fica triste” (28).

Assim como nossas casas particulares ficam mais bonitas quando todos os seus moradores tomam alguns cuidados básicos, tais como não entrar com os pés sujos na casa, largar o lixo no seu devido lugar, não arrastar os móveis pelo chão e deixar tudo no seu devido lugar, também a grande Casa Comum de todos nós, que é a Terra, fica mais bonita quando todos se sentem responsáveis por ela. De acordo com o Texto-Base da Campanha da Fraternidade, “temos a responsabilidade, enquanto cidadãos e cidadãs, de cuidarmos do espaço onde moramos, de não jogar lixo na rua, de zelar pelos bens e espaços coletivos” (n. 168).

Para viabilizar a Campanha da Fraternidade, propomos que as lideranças das igrejas promovam reuniões em conjunto, definindo ações em nível de município e região. Estas ações devem ser articuladas com o poder público e com outras entidades envolvidas com as questões ambientais. É também importante que as igrejas aproveitem este tempo para firmarem laços de fraternidade entre si, uma vez que “unidos seremos mais eficientes, mais ouvidos, dando um testemunho mais forte e cuidando melhor do mundo e da família global que Deus nos ofereceu” (n. 193). Como pessoas de fé, “entreguemos a Deus o serviço que queremos prestar, para que Deus sempre nos inspire a caminhar a seu lado na preservação do bonito e saudável ambiente que nos ofereceu na criação” (n. 196). Façamos isso através dos grupos de família e das diversas celebrações que são próprias deste tempo.

Que Deus abençoe nossa caminhada ecumênica rumo à Páscoa e a um mundo mais alegre e bonito!

Artigos

[ARTIGO] A Alegria Cristã e o Carnaval

05-02-2016 | Dom Roberto Francisco Ferreria Paz/Bispo de Campos (RJ)

Retiros de Carnaval são realizados em todo o país.

Retiros de Carnaval são realizados em todo o país.

De volta para as carnestolendas torna-se oportuno olhar para este acontecimento cultural do carnaval com discernimento e simpatia cristã. Percebemos neste evento marcante da civilização brasileira pelo menos duas tendências inspiradoras: a que se origina do próprio calendário cristão e da explicação a uma das etimologias da palavra, carne vale isto é a carne vale no período que precede ao tempo quaresmal da penitência quando se proibia a ingestão de carne.

E a segunda que vem das festas saturnálias romanas onde havia uma procissão de um carro naval em honra de Saturno, o carrus navalis , que era acompanhado com danças e músicas profanas com pessoas sem roupa. Estas duas visões se misturam e se mesclam como podemos apreciar. A alegria cristã vem do sorriso Pascal, da vida plena, do aleluia da Resurreição, transformando totalmente a existência humana e fazendo do cristão um homem festivo e lúdico.

No entanto mesmo a festa mais singela e simples pode-se confundir e deturpar quando perdemos a consciência e o equilíbrio, dando vazão a impulsos desordenados e desvariados. Harvey Cox na sua obra sobre a Festa dos Loucos da Idade Média afirmava que uma vez no ano as pessoas tem o direito de perder a cabeça, isto é libertar-se da racionalidade e do controle social. Novamente devemos considerar que a alegria é um dom do Espírito Santo que nos orienta e conduz, também nestas ocasiões onde é preciso ser espontâneo, criativo e contente sem perder a identidade e desrespeitar aos nossos irmãos/ãs.

Muitas pessoas, por excessos podem ofender o matrimônio, a castidade, provocar acidentes ou brigas das quais se arrependerão o resto das suas vidas. Cabe a nós cristãos sermos os anjos bons dos irmãos, ajudando-os a voltar com segurança a casa, advertir o consumo excessivo de bebida, a ultrapassagem da linha da decência e da conveniência, que leva a comportamentos torpes e agressivos. Que o Senhor da Vida e da Verdadeira Alegria nos ajude como ao Rei Davi e São João Batista, a pular e a dançar louvando a Misericórdia do Pai. Deus seja louvado!

Página 3 de 41234